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Rural

Município não tem condições de viabilizar aterro sanitário

Postada 01/06/2020



Em outubro de 2013, o Município de Ijuí deu início ao transporte do lixo ao aterro sanitário de Giruá -  licenciado pela Fepam. Desde então, o Executivo mantém dois contratos referentes à prestação do serviço, um para a coleta dos resíduos sólidos orgânicos que, em 2019, teve um custo de R$ 3,3 milhões, e um para a destinação, que custou mais R$ 2,5 milhões, no ano passado. 
Conforme o secretário municipal de Meio Ambiente (SMMA), Antenor Weiller, ambos os contratos representaram um custo total de R$ 6,1 milhões - 41% gasto com aterro e 51% com coleta. Na outra ponta, a arrecadação do Município com a taxa de lixo foi de R$ 6,3 milhões, em 2019, gerando um superávit de R$ 163 mil.
“As receitas do Município quem paga, em última instância, é o cidadão, por meio de uma taxa”, comenta Antenor, acrescentando que essa sobra no orçamento é decorrente de pagamentos de anos anteriores, de contribuintes que estavam em dívida ativa ou optaram pelo parcelamento. “Está equacionada a conta.”
Em entrevista ao Grupo JM, o secretário lembrou eu a legislação proíbe os lixões a céu aberto. Devido à dificuldade do Município em regularizar o espaço onde estava o antigo lixão, em função de sua proximidade ao aeroporto municipal, o Executivo optou por levar o lixo à Giruá, e construiu uma Central de Transbordo. “Não foi investido para tornar um aterro sanitário legalizado. Na época, foram feitas tratativas, o custo operacional de um aterro é muito grande, precisaria, no mínimo, cinco vezes o que é produzido em Ijuí para se viabilizar economicamente”, comenta Antenor, pontuando que o tema chegou a ser tratado entre os municípios da região, para a possibilidade de firmar um convênio voltado a instalação de um aterro sanitário. “Mas, não se concretizou, então, o Município optou por encaminhar a uma empresa especializada.”
De acordo com Antenor, pelo volume de lixo recolhido no ano passado, cada cidadão ijuiense gerou 227 quilos, em média, considerando o custo por tonelada, isso representa R$ 82, em média, por pessoa.
“Mesmo que a gente tivesse e operacionalizasse um aterro próprio, não se viabiliza economicamente pela quantidade de pessoas, custos, equipamentos, com essa quantidade de toneladas. Seria preciso acima de 200 toneladas para se equilibrar economicamente e ser mais interessante do que destinar para o aterro. O Município para viabilizar um aterro teria que pensar em parceria com outros municípios, ou como investimento, e é caro, e entrar no mercado ofertando a outros municípios para concorrer com as empresas privadas. O Município tem claro que, sozinho não consegue operar,  a não ser de forma consorciada, e hoje não existe disponibilidade de espaço e recursos econômicos para um investimento dessa envergadura."


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