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Esportes

Um dirigente atuante em todos os setores do clube

Postada 23/05/2020



Edemir Sebastiany, atuou em vários setores do Esporte Clube São Luiz

Edemir Sebastiany é de Tenente Portela. Reside em Ijuí desde 1973, quando chegou à cidade graças a orientação do ex-presidente da Cotrisa de Santo Ângelo, Armindo Terhorst, grande amigo do seu pai Sezefredo Henrique. Ele queria que Sebastiany fosse agrônomo, mas antes tinha que fazer um curso de técnico agrícola. Estudou no Colégio Getúlio Vargas em Três de Maio, não se adaptou e então veio estudar no Imeab. Edemir Sebastiany tem inclusive o título de cidadão ijuiense. A sua participação no São Luiz iniciou em 1985 na retomada do clube. Ocupou vários cargos, mas é na base que se sente à vontade.

JM-  Como iniciaste a trajetória no São Luiz?
Sebastiany- Foi naquele retorno do clube em 1985. Já gostava do esporte, meu pai foi um dos fundadores do Ypiranga em Tenente Portela. Jogava contra o São Luiz, Elite, Tamoio de Santo Ângelo, Grêmio Santo-Angelense, Minuano e Floriano de Três Passos, entre outros clubes. Vindo para Ijuí, me encontrei com o Paulo Costa e todo aquele movimento de retomada do São Luiz. Comecei a participar com o Toco Valentini, Waldyr Barriquello, Cláudio Grimm(Banana), Paulo Costa e Sadi Azevedo. Passei a gostar do clube e atuei praticamente  em todos os setores.Entrei uma vez como adjunto do patrimônio e acabei indo para atuar na função de tesoureiro. Era muito difícil naquele período, o pessoal assumia, aparecia na foto e depois iamos na próxima reunião e tinham três ou quatro dirigentes. Sempre o pessoal dava justificativa do motivo do afastamento. Atuei como tesoureiro do presidente Neri Cezimbra Lopes. Depois comecei a gostar das categorias de base e me identifiquei mais com este setor.
JM-Viste o surgimento de bons jogadores?
Sebastiany-Leandro Guerreiro, Paulo Baier, Fabiano Leismann, Sander e o Manolo, que voltou recentemente da Arábia Saudita. A lista é grande.Foi o saudoso presidente João Clóvis Bagetti, que na época me convidou para montar a base, as escolinhas. O Júlio Souto e o Betinho vieram falar comigo, tratamos da organização das atividades para os futuros atletas desde a categoria fraldinha até os juvenis. Achei interessante e enfrentei o desafio de comandar o departamento. Chegamos a ter na época, 287 alunos. Alí foi crescendo, algumas categorias foram extintas. O Adilson dos Reis assumiu todas as categorias e segue com o trabalho. A ideia original foi do Júlio Souto e do Betinho. Muitos não se transformaram jogadores, mas viraram cidadãos. Ajudamos a formar o caráter. Ficamos gratos de ajudar muita gente.
JM-Que jogo do São Luiz marcaste tua trajetória como dirigente?
Sebastiany-Foram vários fatos e jogos. Teve um contra o Grêmio pelo Campeonato Gaúcho de 2007 no Estádio 19 de Outubro. Chegamos a estar perdendo por 4 a 0, mas a partida terminou 5 a 4 para o Tricolor. Teve um cidadão de Ijuí que veio brincar comigo dizendo que seria a última pá do enterro do Rubro. Tinha ido à bilheteria da geral e passei perto dele. O São Luiz logo fez um gol e depois fez outro. Voltei para falar com o ciadão e não está mais lá. Ao invés  dele torcer para o time da sua cidade, estava vibrando com o Grêmio. Sou um torcedor nato do São Luiz, passei a gostar deste clube. Grêmio e Inter são grandes estruturas, mas não mostram muitas vezes dentro de campo toda essa superioridade.
JM-Pensa em ser presidente do São Luiz ?
Sebastiany-Não. Está totalmente descartado. Para outro cargo tudo bem, mas assumir a presidência do clube, não.A direção faz um bom trabalho atualmente.
JM-Você fazia parte da diretoria e saiu. Qual o motivo?
Sebastiany- Esperava um treinador mais experiente neste ano. Existiam dois nomes na minha lista de treinador, o Luiz Carlos Winck e o Antônio Picoli. O nosso calendário tem um Gauchão de tiro curto, não dá para brincar, fazer experiências, isso se faz nos juniores. Vamos disputar a Série D do Brasileiro, o planejamento era apostar em um profissional mais tarimbado. Fui para uma reunião levando esses nomes, mas quando cheguei fui informado do nome do Leandro Machado, nada contra ele, mas esperava um treinador com mais bagagem.


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