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Anderson diz que impactos serão sentidos em 2021

Postada 21/05/2020



O preparador físico do São Luiz, Anderson de Lazari (Kuki), aguarda ansioso a volta dos treinos do time. Ele está em Erechim neste período de suspensão do Campeonato Gaúcho. O profissional, em entrevista ao Jornal da Manhã, reconheceu que o calendário do futebol brasileiro irá avançar 2021 e não dá neste momento para dizer o quanto o atleta será prejudicado. É uma situação atípica e todos envolvidos com as equipes precisarão estar prontos para qualquer eventualidade. Anderson comentou que é favorável a mudança da Fifa que autorizou que os clubes realizem até cinco substituições em um único jogo, quando as competições forem retomadas após um certo controle da pandemia do novo coronavírus. Afirmou que alteração deveria ter sido autorizada antes. O preparador físico do Rubro aproveita este período para cursos online e leituras de livros e artigos científicos ligados ao futebol.

JM-  Muita ansiedade para a retomada do Gauchão?
Anderson- Estamos ansiosos pela volta aos treinos, ao nosso dia a dia de trabalho. O tempo que teremos ainda não sabemos, já que não se tem a data precisa do retorno, nem a data da volta aos trabalhos. Claro que quanto mais tempo se tem, mais organizado fica o processo, diminuindo dessa forma a chance de lesões e potencializando ganhos na performance.
JM-Grêmio, Inter e São José(POA) voltaram aos treinos. Os clubes do interior terão tempo suficiente para treinar e como se trabalha para evitar o maior risco de lesões?
Anderson-Tivemos nesse final de semana o retorno do futebol alemão, com um número significativo de lesões, que ao meu ver, mesmo que a lesão seja multifatorial, pode estar associada com esse curto período de tempo de preparação. 
Precisamos lembrar as características do jogo, suas exigências que conseguimos treinando na sua forma específica, então as equipes além do pouco tempo para se preparar, tiveram que respeitar os protocolos  de  distanciamento, impedindo por certo tempo,o treino específico.
Quando se transfere isso para  o jogo, temos algumas ações que não tiveram tempo para se desenvolver por completo, aumentando os riscos com o jogar.

JM- O calendário deve avançar 2021. Quais os prejuizos?
Anderson-De fato os impactos só serão sentidos nos calendários do próximo ano. Difícil dizer o quanto será prejudicado ou não. Alguns clubes já deram férias aos seus atletas, o que não representariam problemas nesse sentido. Precisamos estar prontos para qualquer situação, pelo momento atípico que estamos vivendo. Então precisamos aguardar o que será definido sobre o calendário, para daí sim, expressar algum posicionamento nesse sentido.

JM-Como vê o aumento das substituições de atletas?
Anderson-Favorável a essa mudança. Acredito que a alteração deveria ter sido autorizada a mais tempo, acompanhando o que os estudos nos mostram sobre a evolução física dos jogos, suas demandas, densidade entre jogos, recuperação. Aumentando esse número, você tem uma tendência ao aumento de qualidade de jogo, você protege atletas nesse retorno, dá ao atleta mais oportunidade de entrar no jogo e ao treinador mais possibilidades  de mudar o cenário da partida.

JM-Muito estudo neste período?
Anderson-Bastante. Esse lado foi o positivo. Cursos que seriam presenciais estão acontecendo online, o que facilita. Então, temos cursos diários, lives com profissionais referências, além do acesso com mais tempo aos livros e artigos científicos.


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