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Educação

Senado aprova projeto que adia provas do Enem

Postada 21/05/2020



Em sessão remota, o Senado aprovou  o texto-base de um projeto que suspende instantaneamente a aplicação de provas e exames, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em casos de calamidade pública decretada pelo Congresso Nacional. Agora, o texto deve seguir para votação na Câmara.
Diante do atraso no calendário escolar, provocado pela pandemia do coronavírus, especialistas aconselharam o Ministério da Educação de que o melhor seria deixar o Enem para o final do ano. A medida foi aprovada no Senado depois de o ministro da Educação, Abraham Weintraub — que vem resistindo à mudança de cronograma — anunciar a realização de uma consulta pública para ouvir estudantes sobre o possível adiamento. 
Segundo nota do Ministério da Educação as datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais. O cronograma inicial previa a aplicação do Enem 2020 impresso nos dias 1º e 8 de novembro. Já os participantes da versão digital, fariam a prova nos dias 11 e 18 de outubro. mais de 3,5 milhões de candidatos se inscreveram para o exame. 
Para definir a nova data, o Inep promoverá uma enquete direcionada aos inscritos do Enem 2020, a ser realizada em junho, por meio da Página do Participante. As inscrições para o exame seguem abertas até as 23h59min desta sexta-feira.
De acordo com o ministro, mais de 4 milhões de pessoas já se inscreveram para o Enem. Ele apontou ainda que 70% dos inscritos informaram que têm acesso à internet.
O adiamento das provas foi defendido pelos senadores, com o apoio de secretários de Educação e especialistas por causa do risco de aumento de desigualdades com a interrupção de aulas provocada pela pandemia.
Um dos principais defensores do adiamento, o senador Lasier Martins (Podemos) em entrevista ao Grupo JM,foi categórico ao afirmar que se a programação do Enem fosse mantida  haveria uma desigualdade de oportunidades aos alunos, pois muitos estudantes não tem acesso à internet e sem aulas presenciais terão sua performance no exame prejudicada. “Insistir com a manutenção do calendário do Enem é apostar no crescimento da desigualdade. O adiamento é necessário para que nenhum estudante seja prejudicado pela pandemia, principalmente os mais carentes”, declara.
Segundo o senador, a votação ocorreu sem data, pois alguns defendem que as provas fiquem para dezembro e outros para o próximo ano. 
A proposta do Senado prevê que as provas só sejam realizadas após o fim do decreto de calamidade pública editado pelo governo por causa da pandemia. As datas, contudo, não foram determinadas.
Aprovado no Senado, a proposta vai agora para análise da Câmara dos Deputados, onde o presidente da Casa, Rodrigo Maia, já se manifestou favorável à medida. “A demanda do adiamento do Enem vem de todo o Brasil, vem de muitas famílias. Acho que é a decisão correta”, disse Maia.


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