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Máscaras são comercializadas em diversas regiões

Postada 18/05/2020



Após o anúncio do novo plano de "distanciamento social controlado", o uso de máscaras passou a ser obrigatório, o que ocasionou o aumento de procura pelo produto. 
Em Ijuí, artesãs de diversas regiões do município e algumas lojas têm realizado a confecção e comercialização de máscaras para contribuir com a comunidade e gerar renda. A artesã, Margarete da Silva Pimentel, começou a confeccionar máscaras voluntariamente para Hospital de Caridade de Ijuí (HCI) desde o início da quarentena, e depois a comunidade passou a fazer encomendas para compra, então Margarete começou a comercializar as máscaras. “Trabalhamos em casa, meu esposo Sergio Pimentel, minha filha Ana Jullye e eu. Eu lavo o tecido, costuro, e meu esposo e filha passam a ferro quente e embalam”, explicou.
Segundo Margarete, após o decreto, a procura por máscaras aumentou significativamente, “mas não só pelo decreto em si, vejo que as pessoas têm estado preocupadas, com medo do vírus, acho que agora a comunidade está começando a entender a gravidade da situação”, disse, acrescentando que “já que o uso se faz necessário, eu primo pela qualidade do produto, criei alguns modelos e mudei o elástico, pois o elástico comum machuca muito as orelhas”.
A coordenadora da Cia Teatral Ijuhy Encena e proprietária de Cara de Boneca Artesanato, Maria Alice Sides, informou que como os atores estão fora dos palcos desde que começou a pandemia, foi procurando outro tipo de trabalho para que o grupo não ficasse parado, então surgiu a ideia de produzir máscaras para comercializar, “e a cada máscara que nós vendemos, nós doamos uma para instituições de saúde ou que trabalham com pessoas em situação de vulnerabilidade social”, disse, acrescentando “hoje temos um número de doações de mais de 300 máscaras”.
Maria Alice falou que desde que saiu o decreto do uso obrigatório de máscaras, houve um aumento de mais de 100% de produção. “Tivemos filas de pessoas em busca das máscaras e isto continua até hoje. Nós estamos trabalhando em um grupo de cerca de 5 pessoas e ainda não estamos dando conta da quantidade de máscaras encomendadas”, relatou.
Já no bairro Modelo, o morador Alfredo Sptizer e sua família tem confeccionado máscaras em sua residência e exposto em um varal para a venda. “Meu filho e minha nora costuram as máscaras e  minhas esposa e eu divulgamos e vendemos as máscaras”, explicou, acrescentando “nós fazemos esse trabalho para gerar renda e ajudar a população, e o preço é bem acessível”.
O uso correto da máscara caseira pode proteger em até 70% da carga de vírus que uma pessoa poderia pegar se não tivesse usando nada. Para que a máscara ofereça a proteção adequada, é preciso que ela cubra totalmente o nariz, a boca e o queixo e que não fique folgada no rosto, especialmente nas laterais. Lembrando que a máscara é individual, não é para compartilhar com ninguém.
Além disso, não é para tocar a parte frontal da máscara. Na hora de retirar, é recomendado que se toque somente nos elásticos presos nas orelhas. Após o uso, é recomendado o descarte da máscara ou que ela seja lavada antes de ser usada novamente. 


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