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Presidente da FGF destaca postura dos clubes na decisão

Postada 16/05/2020



Presidente da Federação Gaúcha de Futebol Luciano Hocsman


O presidente da Federação Gaúcha de Futebol(FGF) Luciano Hocsman em entrevista ao Jornal da Manhã ontem à tarde, disse que a decisão pela volta do Campeonato Gaúcho foi tomada de uma forma bem democrática, muito transparente. Frisou que se chegou a unanimidade visando situações regulamentares que eram preciso alinhar porque sem elas dificilmente teria condições de continuar a competição, independentemente das questões envolvendo os orgãos de governo.
" As questões de regulamento precisávamos definir e felizmente conseguimos encontrar essa solução, uma saída juntamente com os clubes que demonstraram muita grandeza, sensibilidade e espírito esportivo acima de qualquer outra coisa. Foram colocadas rivalidades, situações particulares, visavam normalmente interesses individuais, mas o coletivo foi colocado acima disso e a gente ficou satisfeito com esse primeiro passo. A partir de agora vamos dar sequência, buscar anuência das demais instituições para quando acontecer a liberação pelo governo do Estado, prefeituras e das autoridades sanitárias, a Federação e os clubes possam estar preparados para a imediata retomada do Gauchão".
Luciano Hocsman disse que a FGF não tem nenhuma pretensão de ser a primeira a retomar o futebol no país. Afirmou que o grande exemplo foi dado pelos presidentes dos clubes no sentido de demonstrarem uma união muito grande de pensamentos neste momento. Essa, sim, é a grande conquista que o futebol gaúcho teve nesta semana. Comentou que o futebol alemão, a Europa passam por outro momento, a questão do coronavírus lá já havia se ampliado de uma foma muito grave anteriormente e hoje possibilita ao futebol alemão retomar de uma forma que eles planejaram.
"O que a Federação Gaúcha tem feito aqui é simplesmente se planejar, deixar as coisas organizadas para quando existir a possibilidade de retomada estejamos efetivamente preparados. Se formos um dos primeiros tudo bem, se não formos, não tem problema nenhum. O importante é  estarmos preparados, planejados e muito seguros da decisão a ser  tomada e do processo a ser enfrentado para que não haja nenhuma possibilidade de expor qualquer pessoa a um risco de contaminação ou de algo mais grave".
O presidente da FGF disse que toda vez que falou sobre a situação do coronavírus deixou muito claro que havendo uma sinalização dos orgãos sanitários e das autoridades de saúde no sentido de que a realização de testes no interior seria importante e até mesmo indispensável para a reativação das atividades, e a Federação fizesse constar em um dos seus protocolos. Procuraria de alguma forma auxiliar os clubes na realização desses testes. "Sabemos das dificuldades que cada um enfrenta e não queríamos onerar ainda mais os nossos filiados. Contamos evidentemente com a compreensão de Grêmio e Internacional, que tem uma realidade diferente e realizam por sua conta própria a questão dos seus protocolos e testes. Conseguimos com a criatividade da nossa diretoria de marketing  fecharmos uma parceria com um laboratório credenciado no Rio Grande do Sul, licenciado pelo Lacen, reconhecido e que vai disponibilizar para cada clube do interior, dois lotes de 50 testes para cada um. Acho isso extremamente importante".
O presidente da Federação ao falar sobre a decisão de repartir a verba da TV com os dois clubes que subirão da 2ª Divisão, comentou que a entidade busca um planejamento macro, tudo são questões interligadas, tem uma interdependência e também depende da manutenção dos patrocinadores e contratos de patrocínios, de parcerias." Com o cenário de hoje e se mantendo os contratos, a FGF tem uma forma de planejar e fazer uma previsão orçamentária para o ano que vem e pretende se manter até lá".
Luciano  Hocsman frisou que em todo o contato que mantém com a Confederação Brasileira de Futebol(CBF) é repassada a informação de que a entidade tem o interesse e a intenção de realizar todas as suas competições este ano." Sabemos das dificuldades que vamos enfrentar até mesmo porque as distâncias são maiores, envolvem aeroportos, especialmente no Rio de Janeiro e em São Paulo onde se distribuem os voos para o restante do país. Isso pode ser um dificultador.


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