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Estado de emergência de Ijuí é reconhecido

Postada 12/05/2020



Foi publicado no Diário Oficial da União  na edição da última  sexta-feira, o reconhecimento do Governo Federal referente o  decreto  de emergência,  em razão da estiagem em Ijuí.  Devido o longo período de seca, diversos prejuízos já são contabilizados no meio rural do município que enfrenta desde dezembro, problemas causados pela escassez de água. 
Segundo o vice-prefeito e secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Valdir Zardin,  com as medidas os agricultores podem solicitar prorrogação da  prestação de investimentos e  além disso, o município terá a possibilidade de investir em caixas d’água devido as despesas geradas para auxiliar as famílias com dificuldades causadas pela estiagem. Valdir Zardin salienta ainda  que o reconhecimento demonstra a confiabilidade dos dados encaminhados pela Defesa Civil do município. 
A estiagem pela qual o Rio Grande do Sul passa está perto de superar, em extensão, a de 2012. Oito anos atrás, na última vez que a escassez generalizada de chuva atingiu o Estado, 381 municípios decretaram situação de emergência por causa do tempo seco. Em 2020, até 8 de maio, o número de prefeituras nesta situação chega a 364. Outras 13 informaram o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID) e preparam decretos, elevando a 377 o total de localidades afetadas. A Defesa Civil do Estado dá como certo o crescimento da lista nos próximos dias. 
A barreira de municípios afetados deve superar 2012. A estiagem deste ano está mais prolongada que as anteriores. Em termos econômicos, com as perdas no campo, o impacto neste ano já é maior — destaca Júlio Cesar Lopes, coordenador da Defesa Civil no Estado.
Além disso, o número de locais afetados pelo clima adverso neste ano já supera o de 2004, quando 346 decretos de emergência foram registrados. Ainda assim, o cenário atual fica aquém de 2005, quando o Estado teve 294 decretos de emergência pela estiagem e outros de 154 por seca, abrangendo 448 municípios ao todo.
Em 2020, o cenário não pode ser caracterizado tecnicamente como seca, segundo a Defesa Civil. Para chegar a esse nível, o Estado precisaria ter uma ausência prolongada de chuva e ter incapacidade generalizada no abastecimento de água para consumo humano, algo que ainda não ocorre apesar das dificuldades no fornecimento e de casos pontuais de racionamento. 
Todas as regiões do Estado registram acumulados de chuva abaixo da média histórica. No ano, a mais afetada foi a Campanha, onde choveu apenas 247,8 milímetros entre janeiro e abril, ficando 302,2 milímetros abaixo da média de 550 milímetros para o período, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Nas sete regiões acompanhadas pelo instituto, em 2020 seis apresentam situação pior do que a verificada na estiagem de 2012.


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