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Preparador de goleiros não acredita na volta do Gauchão

Postada 09/05/2020



Cleber Sgarbi tem a companha da filha Sara Cristina nos treinos


O preparador de goleiros do São Luiz Cleber Sgarbi disse que já passou por situações de paralisação no futebol alguns dias, de transferir datas, mas parar total é a primeira vez. "A parada por conta da pandemia do coronavírus atingiu todas as divisões, não só aqui, mas em todo o mundo. É uma indefinição, os clubes não conseguem seguir adiante . Aqui no Estado não se têm uma resposta da Federação Gaúcha de Futebol(FGF), que consequentemente não possui um indicativo da Confederação Brasileira de Futebol(CBF). Está indefinido para todos os lados. Acredito que não temos mais datas, espaços para o Gauchão. É minha opinião. Ainda tenho esperanças de que a Série D do Campeonato Brasileiro deva iniciar por julho ou agosto".
Cleber lembrou que existem algumas prioridades e a número um é a saúde, não tem como questionar. O preparador de goleiros salientou que para quem trabalha no futebol, seu caso, seria muito bom começar  brevemente, mas são situações que não dependem do futebol e sim de uma questão de saúde pública. "É algo que temos que esperar uma resposta dos orgãos competentes e seguir algumas diretrizes para caso volte o Estadual, a gente seguir e pelo menos terminar a competição. Trabalho no interior há 20 anos e sei da realidade. O São Luiz é uma das poucas equipes bem estruturadas em todos os sentidos. Claro que ninguém sabia que aconteceria a pandemia, mas hoje a gente vê que eles estão bem organizados, preparados para qualquer imprevisto".
Cleber comentou que claro que isso não é bom para o clube, mas o São Luiz é uma das poucas agremiações do interior que está suportando pelo menos até agora essa questão do sem futebol no Estádio. O preparador de goleiros disse que têm amigos em outros clubes que já pararam e eles relatam que a situação é bem complicada.  Na sua avaliação, ficou muito ruim para os clubes do interior que tem financeiramente um aporte pequeno, limitado, só para o Gauchão e nada mais.
Cleber Sgarbi comentou que tem mantido um breve contato com a comissão técnica do Rubro, nada assim explanado, dentro daquilo que se consegue falar de futebol e planejamento. Disse que fica  difícil planejar com uma situação dessas."Seguimos uma linha de raciocínio para uma possível disputa de Série D, monitorando atletas com certeza. Independente dessa situação, é uma coisa cotidiana da nossa carreira, da profissão. Tenho acompanhado os goleiros Lúcio e Reynaldo. Estão seguindo um programa de treinos que passamos para eles. Periodicamente a gente conversa e troca ideias, vê o que está dando certo ou não, o que está conseguindo adaptar em casa. São profissionais sérios, sabem se cuidar, dependem do corpo. Vai depender muito mais da  disciplina individual deles do que propriamente um programa de treinos. Vai muito agora da parte profissional, dessa mentalidade de se cuidar".
Catarinense de Pinhalzinho e de família italiana, Cleber tem o hábito com a esposa Lucy de cozinhar principalmente massas.   A esposa se especializou em massa artesanal, capeletti de vários sabores e tortei, fazendo para o próprio consumo em casa e para familiares." Hoje comercializamos e na cidade onde a gente vai morar, trabalhar, a gente tem o hábito de comercializar também. É uma maneira dela estar se ocupando, desenvolvendo esse lado culinário e também uma fonte de renda extra". Cleber Sgarbi  durante o período da quarentena comparece semanalmente no Estádio 19 de Outubro e em casa realiza exercícios físicos, sempre em companhia da filha Sara Cristina, de um ano e oito meses, nascida em Campo Bom.


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