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Picoli não entende desespero pela volta do Campeonato

Postada 07/05/2020



Gerente de futebol Delmar Blatt, presidente Pedro Pittol e técnico Antônio Picoli se reuniram na terça-feira


O técnico Antônio Picoli do São Luiz disse em entrevista ao Jornal da Manhã que qualquer colocação que possa fazer em relação ao que vai acontecer com o Campeonato Gaúcho é muita pretensão de sua parte. Afirmou que não entende o desespero todo pela retomada do Campeonato Gaúcho em meio a pandemia do coronavírus. 
“Às vezes as necessidades, intenções, prioridades se invertem. Precisamos nos preocupar neste momento com a saúde das pessoas.O que mais me preocupa como profissional, já tenho dificuldade de ver minha profissão reconhecida, é de quem  será  a responsabilidade em caso de algum problema. Vai recair sobre os clubes, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol Luciano Hocsman vai assumir, o governador Eduardo Leite terá responsabilidade? São as respostas que a gente ainda não tem", disse Picoli. 
O treinador do São Luiz afirmou que se dependesse dele, uma pessoa que é do futebol, nem teria parado a competição,pois gosta muito daquilo que está fazendo, mas entende a situação destacando que é preciso tomar cuidado com as prioridades e vê com temor um retorno do futebol neste momento. Indagou que mais do que disponibilizar testes para os jogadores e outros profissionais, a Federação Gaúcha de Futebol como vai tratar a questão dos familiares dos atletas? “O jogador treina e depois vai para a casa. Como será esse controle. Tem muitas respostas e gostaria que alguém se pronunciasse e tivesse responsabilidade naquilo que vai anunciar".
 O comandante do Rubro disse não entender toda essa agonia em meio a uma situação tão séria como estamos vivendo de colocar o futebol em primeiro plano. "Não posso dizer que a pressão é da dupla Gre-Nal para o reinício do Campeonato. Em São Paulo os caras foram dar uma pressionada e todo mundo ficou quieto.Os clubes se reuniram com a Federação Paulista e entenderam que é muito perigoso. Se for pressão de Grêmio e Internacional, que eles sejam os responsáveis".
  Afirmou que entende a situação econômica, está com muita vontade para voltar a trabalhar, mas o momento é de responsabilidade.  Antônio Picoli também indagou qual o nível desta retomada, pois os jogadores estão parados há muito tempo, perdendo o seu condicionamento físico, além do foco.  
O treinador do São Luiz lembrou que o clube ainda luta por algo importante no Gauchão, que é a permanência na 1ª Divisão. Picoli reconhece que o Rubro perde muito com a liberação dos jogadores que tiveram os contratos encerrados na última quinta-feira. Salientou que a parte física e emocional se dilui com todas essas incertezas e é mais um desafio de amenizar as perdas."É preciso também saber, se o jogador quer retornar para  clube, se expor neste momento de cenário de incertezas. Alguns clubes sofrerão um pouco mais, pois liberaram seus atletas. Precisamos claro, pensar no lado financeiro dos clubes".
O treinador enfatizou que se o Campeonato recomeçar, é preciso torcer muito para que não aconteça nenhum acidente de trabalho, pois essa pandemia pode ser considerada assim, mais uma gravidade para a instituição.
Picoli disse que sua quarentena teve três momentos. No início se voltou a alguns cursos, depois viveu uma situação de ordem pessoal ocupando a maior parte central do período e ainda apresenta um pouco de desafios e agora nas últimas duas semanas aos poucos retoma a rotina que tinha no início,  com bastante leitura, buscando muita informação voltada à situação atual com relação a pandemia do coronavírus e também informações do futebol. Antônio Picoli esteve reunido terça-feira com o presidente Pedro Pittol e o gerente de futebol Delmar Blatt.


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