Notícia

Economia

Queda de faturamento é o principal impacto

Postada 07/05/2020



Realizado semanalmente pelo Sebrae-RS, o Monitoramento dos Pequenos Negócios tem objetivo de avaliar os impactos da crise provocada pelo coronavírus, bem como orientar e redirecionar a atuação da organização para ofertar produtos e serviços apontados como mais necessários aos empreendedores neste momento.
"De posse destes dados, identificaremos tendências e poderemos atuar de forma ainda mais assertiva apoiando e oferecendo aos pequenos negócios as soluções adequadas para que atravessem este período de crise com menor prejuízo possível e, até mesmo, em alguns casos específicos, com aumento de faturamento", ressalta o diretor-superintendente do Sebrae-RS, André Vanoni de Godoy. 
Segundo ele, em entrevista ao Grupo JM, a maior dificuldade dos empresários, identificada pela pesquisa, é relativa ao caixa, que devido à restrição de circulação de pessoas e do isolamento social não têm dinheiro para operar - 90% indicaram queda no faturamento em 15 dias, sendo que, para 67%, a queda foi superior a 50%.
O levantamento também mostra que 75% dos pequenos negócios estão sendo afetados negativamente pela crise e mais de 70% destes estão no setor de indústria e prestação de serviços. No entanto, 16% estão sendo impactados de forma positiva e, entre eles, a maioria é do setor de comércio. Dentre aqueles que não estão sendo afetados, 28% encontram-se no agronegócio.
Dentro deste cenário, o Sebrae tem atuado junto aos micro e pequenos empresários por meio de políticas de orientação, no sentido de que negociem com fornecedores, instituições financeiras, locadores de imóveis. "De maneira que todos percam um pouco agora, para que no médio  e longo prazo todos possam voltar a ganhar. Além disso,  temos a dificuldade óbvia de que o mercado está muito restritivo. As pessoas estão circulando menos, porque têm receio de que haja proliferação do vírus. Ainda que os estabelecimentos estejam abertos, o fluxo de pessoas é muito pequeno e isso dificulta demais a sobrevivência das empresas no curto prazo."
Godoy também avaliou a decisão do governo, de poupar o Sebrae do corte de 50% dos recursos por causa da crise provocada pela pandemia da Covid-19. Entretanto, a verba será usada para capitalizar o fundo de aval do Sebrae, avalizando operações de crédito da Caixa Econômica Federal para atender as necessidades de capital de giro dos pequenos investidores.
O Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe) tem hoje uma disponibilidade de R$ 400 milhões e deverá receber um aporte de cerca de R$ 500 milhões do Sebrae. Com esse reforço, poderá destravar até R$ 12 bilhões em operações de microcrédito a micro e pequenos empresários de todo o País.
"Tivemos a alíquota preservada, a diferença é que a parcela que seria cortada foi direcionada para composição desse fundo, de maneira que pudéssemos abrir uma linha de crédito com juros mais condizentes com a situação dos micro e pequenos, para que possam atravessar esse período de crise com menos dificuldades", finaliza Godoy.


Edição Impressa


Ver Todas as Edições
Trabalhe no Grupo JM Espaço do Leitor - Assine - Anuncie -
Albino Brendler, 122, Centro, Ijuí-RS
(55) 3331-0300
[email protected] Desenvolvido por