Notícia

Saúde

Afastamento de profissionais preocupa

Postada 05/05/2020



Tem preocupado o Conselho Regional de Medicina do Estado (Cremers) o número de profissionais de saúde que acabaram se afastando do trabalho em razão da Covid-19. Seja porque fazem parte de grupos de risco, seja porque foram infectados com o novo coronavírus. “Essa situação tem nos preocupado muito. Em países que nos antecederam na pandemia, ocorreram crises graves de atendimento porque parte das equipes estava contaminada. Eles não conseguiram nem a substituição dos profissionais. Tiveram, inclusive, que chamar pessoas que estavam aposentadas para voltar à linha de frente no combate à doença”, destacou o presidente do Cremers, Eduardo Trindade, ao Grupo JM.
Com o intuito de antecipar uma situação mais grave, o Cremers está entrando em contato com os diretores técnicos dos hospitais, para que repassem o número de profissionais que estão atuando na linha de frente e quantos já tiveram que ser afastados. “Sabemos que nos países que nos antecederam, mais de 50% dos casos graves, que ficaram em UTIs durante longo período, eram médicos. Acreditamos que uma exposição continuada ao vírus possa levar a uma doença mais grave”, disse.
Como destaca o presidente, hoje os casos estão concentrados, em sua maioria, em grandes cidades. No entanto, a preocupação envolve todos os municípios. Eventualmente um caso não é diagnosticado e o paciente acaba chegando a emergência de um pequeno hospital e contaminando todos os profissionais envolvidos no atendimento. E nem sempre há profissionais disponíveis para substituição. “Estamos reforçando, junto ao governo do Estado, a necessidade da disponibilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a testagem dos profissionais que estão na linha de frente”, destacou Trindade.
De acordo com ele, as estratégias, até o momento, estão sendo passadas pelos governos na base do achismo. E reforça que a construção de uma estratégia concreta, incluindo a liberação do comércio, só será possível quando toda a população for testada. “Quando soubermos quantas pessoas tiveram, de fato, contato com o vírus e quantas ainda não tiveram.” Preocupa o Cremers, segundo o presidente, a pesquisa que vem sendo conduzida pela Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), que conta com a participação da Unijuí e que busca avaliar o avanço da doença no Estado.  Isso porque o estudo mostra que um percentual muito pequeno da população está imunizada. “Então nós não estamos achatando aquela famigerada curva, que todo mundo fala. Estamos só transferindo os casos graves para os meses de junho e julho.”


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