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Polícia

A Inteligência por trás das ações da BM no enfrentamento dos homicídios

Postada 04/05/2020



Policiais que trabalham à paisana, sem serem identificados e com a imagem preservada estão sendo preponderantes para o combate aos homicídios e ao tráfico de drogas em Ijuí.  As ações que culminam com prisões diárias e impedem novos assassinatos, são frutos de ações pensadas, não sendo golpes de sorte, segundo o comando do 29º Batalhão da Polícia Militar (BPM). O planejamento e o trabalho policial são realizados em cima de dados estatísticos, procurando dar cientificidade, usando metodologia, informações de inteligência e muita análise de dados.
Durante este ano de 2020, os crimes de homicídios aumentaram consideravelmente em Ijuí, na sua grande maioria ligados ao tráfico de drogas e fações criminosas que se instalaram no município, tendo suas principais lideranças dentro do sistema penitenciário gaúcho, local onde arquitetam suas ações. Diante disso, houve uma necessidade de reorganizar ações para, de antemão, combater e nos antecipar com ações de polícia ostensiva a novos ataques criminosos, principalmente homicídios e tráfico de drogas.
"O trabalho de inteligência é realizado através de análise de informações vindas da comunidade e de dados obtidos pelos agentes, os quais realizam o rastreamento das informações e seguem os passos de criminosos, dentro e fora do sistema prisional, tudo isso para facilitar as ações preventivas e o planejamento das operações adotadas pelo comandante do policiamento", disse o  capitão Gilmar Bischoff.
Em várias situações, após trabalho de inteligência, o efetivo do 29º BPM de Ijuí, teve êxito em realizar prisões de traficantes ou até mesmo de pessoas que estavam prestes a praticar, ou acabaram de cometer execuções em Ijuí. Estas ofensivas foram batizadas como “Operação Resposta”, uma referência a necessidade de dar uma contrapartida qualificada à comunidade ijuiense que apoia as ações da Brigada Militar.
De acordo com o capitão Bischoff, que atua como chefe da Seção refere que a inteligência de segurança pública consiste em analisar e disseminar conhecimentos sobre fatos e situações de imediata ou potencial influência no planejamento operacional das atividades da Brigada Militar, voltadas para prevenir crimes e facilitar o trabalho de polícia ostensiva do efetivo e de operações policiais. “Temos que fazer referência ao número de armas apreendidas no ano de 2020 em decorrência de operações policiais realizadas no município de Ijuí, somam 73 de diversos calibres e algumas com restrição de vendas. Os criminosos escolhem o seu caminho, a Brigada Militar, através da inteligência, as suas ações”.

Antecipação a novos assassinatos e prisões 
28 de dezembro: após trabalho de inteligência policial, o efetivo da Força Tática conseguiu prender dois elementos que iriam executar uma moradora do bairro Alvorada, efetuando diversos tiros. Na evasão os criminosos notaram que todo o bairro estava cercado. Houve trocas de tiros com os policiais, bandidos feridos, viaturas acidentadas, armas apreendidas e pessoas presas. Os autores eram alvos do acompanhamento policial. A ação foi amplamente divulgada na imprensa local, com fartos elogios à ação policial e ao comportamento técnico dos brigadianos.
6 de fevereiro: logo após ocorrer um homicídio próximo à Penitenciária Modulada Estadual de Ijuí, com base em dados de inteligência, policiais da Brigada Militar efetuaram a prisão do autor do crime que tentava se evadir da cidade. A vítima do crime tinha acabado de sair do albergue quando foi morto, estando em um local conhecido pela traficância.
11 de fevereiro: após trabalho de inteligência, o efetivo da Força Tática realizou a abordagem de um veículo clonado que havia sido roubado em Porto Alegre. Houve trocas de tiros, apreensão de armas e uma pessoa foi presa, a outra se evadiu.  Foram levantadas informações que naquela noite iriam executar uma pessoa no bairro Getúlio Vargas. O outro ocupante acabou sendo preso em Rio Grande, dias após em decorrência da troca de informações entre os policiais.
18 de fevereiro: a Brigada Militar recebeu informações de ocorrência de homicídio no bairro São Paulo, e, logo em seguida prendeu o autor e a faca utilizada no crime. O fato foi motivado em decorrência do tráfico de drogas.
28 de fevereiro: a Brigada Militar conseguiu efetuar a prisão em flagrante de cinco criminosos que tentavam executar uma pessoa no bairro Colonial e atear fogo contra a residência, com eles foram apreendidas armas e coquetéis molotov,  destes presos, três deles já haviam sido presos anteriormente com armas de fogo e coletes balísticos quando saiam do bairro São Paulo para executarem uma pessoa ligada ao tráfico de drogas. As ações policiais decorreram de trabalho de inteligência e de ações operacionais efetivadas pela Força Tática. No enfrentamento houve trocas de tiros com os policiais e o mentor do grupo foi identificado como sendo um velho conhecido dos policiais militares, que esteve preso em Ijuí e recentemente foi transferido para outra penitenciária. 
16 de março: após trabalho de inteligência, foi preso pela Força Tática pessoa procurada por homicídio ocorrido em Cruz Alta, que tinha como vítima um morador de Ijui. Este crime teve repercussão nacional, tendo em vista os requintes de crueldade do autor e, principalmente, por ter gravado o crime e a decapitação da vítima. A prisão foi realizada no bairro Modelo. Foram localizados um dos autores do crime, a arma de fogo utilizada e as roupas que ele usava no dia da execução e que apareciam no vídeo. O autor estava foragido da Comarca de Carazinho.
11 de abril: após homicídio no bairro Independência, o efetivo da Brigada Militar efetuou a prisão de um homem e a apreensão de uma adolescente infratora, o veículo e a arma utilizada no crime. Nesta ação, se evadiu um dos autores do crime, que no outro dia acabou sendo preso pela Brigada Militar.
13 de abril: após trabalho de inteligência, policiais da Força Tática efetuaram a prisão do último envolvido no homicídio do bairro Independência. Ele estava na cidade a poucos dias, vindo de Carazinho, e aguardava novas ordens oriundas do sistema prisional para executar desafetos da fação criminosa “Os Abertos”.
 


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