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Economia

Ijuí deverá perder R$ 28 milhões neste ano

Postada 14/04/2020



O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), disse que o Estado deve deixar de arrecadar R$ 700 milhões em abril. Uma das razões para a queda é a diminuição do consumo e atividades econômicas em função do isolamento social necessário para evitar a proliferação do novo coronavírus. A estimativa de perda é baseada em levantamento da Receita Estadual, a partir da análise de emissões de notas fiscais eletrônicas.
A Secretaria Municipal da Fazenda prevê uma queda de até 10% na arrecadação municipal neste ano, com base no estudo feito pelo governo do Estado. “Não temos ainda dados mais precisos, seja de economia nacional, estadual ou local. Com certeza, não será aquilo que estávamos projetando, de um contingenciamento em torno de 5% da receita corrente líquida do município, o que representava de R$ 10 milhões a R$ 12 milhões. Agora, é outro cenário. Não temos dimensionamento disso, mas, lendo informações, do Estado principalmente, chegaríamos no final do ano, em função da paralisação das atividades econômicas, em torno de 9 a 10% a menos. Então, teríamos, no máximo 90% de nosso orçamento, de R$ 258 milhões baixaria para R$ 230 milhões, ou seja, R$ 28 milhões a menos”, conta o titular da Fazenda em Ijuí, Irani Paulo Basso.
Os impactos desta queda ainda deverão ser estudados pela pasta, mas o gestor não descarta a possibilidade de os efeitos atingirem a folha de pagamento dos servidores. Antes disso, deverão ser analisados compromissos de contrapartida de recursos livres em cima dos investimentos que estão sendo feitos - empréstimos e financiamentos do Badesul e emendas parlamentares previstas. “Temos obras iniciadas e outras para começar, e precisamos reservar recursos para isso.” Se as atividades econômicas seguirem paradas, Irani aponta que a redução na arrecadação pode chegar a 40%, conforme já apontam alguns estudos.
Irani destacou as medidas preventivas adotadas pelo Município, que têm como resultado o não registro de casos de coronavírus até o momento. Segundo ele, o Executivo está adotando medidas para liberar as atividades com cuidado, que tenham menor fluxo de pessoas. “A tendência é de ir aos poucos flexibilizando, mas com rigoroso controle. População e empresários precisam compreender que a abertura da atividade econômica tem que ser controlada, sem fluxo exagerado. Atividade com o tempo se recupera, mas uma vida não, então temos que tomar todos os cuidados.”
Ontem, foi encaminhado à análise da Câmara de Vereadores, projeto de lei prevendo a prorrogação do vencimento da segunda parcela do IPTU, que venceria em 15 de maio, e ISS Fixo, para novembro. A terceira parcela, se mantém, por enquanto, para o mês de julho.
Em relação ao Simples Nacional já houve decisão em âmbito nacional, o que impacta no ISS do município e no ICMS do Estado, e outros tributos em nível federal. “Estamos tomando medidas relativas a nossos tributos.”

 


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