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Cenários apontam progressão do vírus

Postada 18/03/2020



A secretária de Planejamento, Leany Lemos, apresentou em reunião na Assembleia Legislativa, projeções de cenários para progressão do coronavírus no Estado, feito pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE). Levantamento aponta que o risco maior será quando forem registrados 50 casos no Estado. 
"Traçamos três cenários para o Rio Grande do Sul, nos primeiros 15 dias após o caso de número 50, em que a gente aponta para cenários em que haja um comportamento de contágio extremo, agressivo e moderado, seguindo o comportamento do vírus em vários países. Então, tomamos como modelo matemático aquilo que já aconteceu, para prever como pode ser no Estado", explica Leany.
Nas projeções é considerado como determinante o registro do 50º caso. Porque, a partir dele, conforme os estudos internacionais já feitos, o número de casos aumenta de forma geométrica. O Estado registrou o primeiro caso da doença no dia 10 de março e, na noite de ontem, registrava oficialmente 11 casos confirmados. Conforme as projeções do Planejamento, levando em conta os parâmetros dos outros países, no dia 24 de março, terça-feira da semana que vem, ou data bem próxima, o Estado provavelmente vai atingir o 50º caso e, no dia 31 de março, será possível identificar dentro de qual cenário o vírus avança no Estado: se extremo, agressivo ou moderado. "Depende também de como essas medidas de afastamento e distanciamento social vão repercurtir", pondera a secretária.
A secretária acrescenta que os efeitos das ações vão demorar algumas semanas a aparecer. "O vírus circula, os sintomas são sentidos e, somente após alguns dias, as pessoas procuram ajuda, fazem exames, então, entre os números de casos registrados e os efetivos, há uma diferença bastante grande. Há um número maior de pessoas contaminadas e menor de casos. Os registros vão continuar aumentando, porque as pessoas estão em fase de contágio, mas, imediatamente após, irão dimimuir", afirma, acrescentando que o crescimento em progressão geométrica, que variou entre os países, mostram que as medidas têm efeito sobre o resultado. "As taxas de mortalidade, inclusive de idosos, variam também conforme uma série de medias. Estamos trabalhando com cenários para justamente apoiar a Secretaria de Saúde e o governador do Estado na tomada de decisões."




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