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IBGE adia Censo Demográfico para 2021

Postada 18/03/2020



A pandemia de coronavírus levou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a adiar a realização do Censo Demográfico, que seira iniciado no dia 1º de agosto. Parte dos recursos separados para a pesquisa serão transferidos a ações de enfrentamento à crise sanitária.
Em nota, o IBGE diz que a decisão considera recomendações do Ministério da Saúde em relação ao quadro de emergência de saúde pública. O novo cronograma prevê o início da coleta dos dados em 1º de agosto de 2021.
A pesquisa é feita por meio de entrevistas presenciais. Para essa edição, estão previstas visitas em cerca de 71 milhões de domicílios em todos os municípios brasileiros. Além do risco de contágio, diz o instituto, as restrições de movimentação e aglomeração de pessoas eliminaram o tempo hábil para treinamentos.
No início do mês, foram abertos concursos para a contratação de cerca de 208 mil empregados temporários para atuar como agentes censitários e recenseadores. As provas estavam agendadas para o dia 17 de maio e os treinamentos seriam iniciados em julho.
O processo seletivo foi suspenso. "Candidatos que já efetuaram o pagamento da inscrição serão reembolsados conforme orientações a serem publicadas nos próximos dias", informou o instituto.
Na nota, o IBGE diz que estabeleceu com o Ministério da Saúde compromisso de realocar o orçamento do Censo em ações de enfrentamento ao coronavírus. Em 2021, o ministério devolverá os valores para garantir a realização do Censo.
O adiamento foi anunciado poucas horas depois de nota em que o próprio IBGE dizia que informaria "em breve" sobre o novo cronograma da pesquisa. No mesmo texto, o instituto anunciou a suspensão das entrevistas presenciais para a pesquisa de desemprego.
A suspensão das coletas de dados em domicílio foi solicitada na segunda pela Assibge, sindicato que reúne os funcionários do instituto para evitar riscos de contágios pelo novo coronavírus.
Chamada de Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra Domicilar) Contínua, a pesquisa do desemprego também é feita com entrevistas presenciais. O IBGE diz que está estudando alternativas que não envolvam a visita a domicílios. "Toda e qualquer opção ou possibilidade será antes testada e validade para assegurar os padrões de qualidade e excelência do corpo técnico do IBGE, buscando preservar a série histórica dos dados", disse o instituto.


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