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Antonio Picoli diz que São Luiz deve fazer a sua parte

Postada 05/03/2020



O técnico Antonio Picoli em entrevista ontem à Rádio Jornal da Manhã no Linha Direta fez uma avaliação do primeiro mês no comando do São Luiz. Foi entrevistado pelo apresentador Adelar Amarante e os repórteres Fausto Bertoldo e Carlos Alberto Padilha. O principal tema foi o jogo decisivo da próxima segunda-feira no Estádio 19 de Outubro diante do Caxias, pela segunda rodada do returno do Gauchão, a Copa Francisco Novelletto Neto.

JM – Qual balanço você faz do primeiro mês no São Luiz? 
Picoli – Logo na minha chegada disse que as informações que havia recebido no que diziam respeito àquilo que era o clube nos dias de hoje, realmente elas se confirmaram. Iria encontrar uma casa organizada e com pessoas pensando o futebol de modo particular, mas de uma forma muito bem estruturada. Foi exatamente o que encontrei. A gente quando vai para um clube que tem esse tipo de estrutura, de condição, demora às vezes um pouco para entender o porquê desta situação. Quando transporta isso para o futebol  entende que é muito mais normal do que se pensa.  Alguém vai ter que subir, alguém vai descer, alguém terá que brigar muito. Nós  vamos brigar para permanecer na 1ª Divisão. Esse foi o objetivo da minha contratação. Normalmente consigo juntamente com minha equipe de trabalho cumprir as metas pré-estabelecidas. Assim também foi no Pelotas quando na minha saída fui muito questionado porquê estaria saindo. Obviamente que eu e o presidente sabíamos que ele havia me contratado para uma missão e eu tinha cumprido. Caso não me sentisse mais à vontade ou em condições de transformar os meus pensamentos sobre futebol em realidade no campo, sairia sem estresse nenhum. A minha chegada  no São Luiz foi extremamente positiva. A missão é um pouco desafiadora, mas é pertinente à rotina do treinador. Vivemos sempre essas extremidades. Há um mês e meio atrás estava sendo campeão da Recopa Gaúcha e hoje venho com a missão de conquistar um outro tipo de título, a permanência para nós hoje na Série A aqui é como se fosse um título e é em cima disso que estamos trabalhando.
JM – Você tem conquistas importantes no futebol como jogador e treinador. É a missão mais complicada da tua carreira tentar tirar o São Luiz desta situação, o rebaixamento?
Picoli- Vivi algo muito parecido talvez com um peso muito maior quando assumi o Caxias. Você imagina um profissional que teve todo o histórico no maior rival, o Juventude e de repente ele é anunciado como treinador para salvar a equipe de um rebaixamento. Aquele período para mim foi desafiador. O que não tira em hipótese alguma a grandeza desse desafio, porque o Campeonato Gaúcho se tornou uma máquina de moer treinadores e clubes. Muito se fala em futebol em treinador brasileiro que precisaria ter mais contundência, mais organização e conhecimento. Você pega esses caras que vão, meu caso também assim como outros colegas também do Campeonato Gaúcho, a gente dá a vida para fazer cursos que são caríssimos e exigidos hoje em dia e daqui há pouco tem 11 jogos, se não cair antes. Lá fora os caras pedem 18 meses para começar a conversa. Claro que temos que saber onde é nosso lugar. É apenas uma colocação no que diz respeito ao quanto podemos estimular a qualificação dos nossos profissionais ou então vamos começar a jogar por uma bola, como foi boa parte da história dos nossos treinadores aqui do interior, apesar de sempre termos bons técnicos. Nos últimos anos dá para contar nos dedos o treinador que apareceu bem no interior, que tenha um grande Gauchão e hoje esteja no cenário nacional fazendo bons trabalhos. Não é algo que me deixe frustrado. No meio deste turbilhão, penso em me qualificar cada vez mais dentro do processo. É desafiador estar aqui. Outro coisa que me encantei aqui em Ijuí, é a forma como as pessoas se envolvem com o São Luiz, mesmo na hora da cobrança. Isso é pouco raro por aí.
JM-O jogo diante do Caxias será uma decisão para o São Luiz. Qual o tamanho de uma possível repercussão na vida do clube e do seu treinador?
Picoli- Não tenha dúvida. Evidente que o próximo jogo é o que sempre traz internamente mais expectativa porque se você tem alguma possibilidade de fazer uma coisa é no próximo duelo. A partida tem uma série de componentes e um agravante matemático. Se a  gente olhar os concorrentes, o Pelotas tem o Grêmio. Acredito que alguém vai dar uma enroscada na sequência. O mais importante do que olhar para os nossos concorrentes é olhar para aquilo que nós temos que fazer. A matemática vai mudar de uma rodada para outra desde que façamos a nossa parte. Esse jogo tenho como possível divisor de águas dentro daquela realidade muito parecida com minha chegada.


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