Notícia

Educação

Universidades encaminham demandas em Brasília

Postada 21/02/2020



Integrante do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung), a reitora da Unijuí, Cátia Nehring, integrou a comitiva que esteve em Brasília, nesta semana, participando de reuniões.
Ao Grupo JM, Cátia destacou que, no primeiro dia, as discussões foram voltadas à Unijuí: à questão da filantropia; ao processo de cessão de uso da área do Irder – Instituto Regional de Desenvolvimento Rural, que já está na última fase; e à visita de monitoramento do curso de Medicina, que ocorrerá neste ano. “Pleiteamos o aumento de 30 vagas para o curso e gostaríamos de ter essa autorização ainda em 2020”, destacou a reitora. Com o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior (Capes), Benedito Guimarães Aguiar Neto, foi debatido sobre o processo de avaliação dos cursos da Universidade e todos os processos que envolvem o stricto sensu.
“Na quarta-feira, concentramos os debates em torno do Comung. Discutimos duas pautas: primeiro, o processo que o MEC está pautando, que é a regulação da Educação Superior. Ainda há muitas dúvidas, muitos desentendimentos, sem encaminhamentos por parte do Ministério. Uma segunda pauta tratou do diploma digital, que todas as instituições precisam ter até o final de dezembro. Por meio de grupos que compõem o segmento das universidades brasileiras, encaminhamos uma proposta de construção de um sistema que poderia envolver todas as instituições”, destacou a reitora. 
Ao novo presidente da Capes, o Comung apresentou as universidades comunitárias. “À frente do cargo há algumas semanas, o presidente Benedito se mostrou muito integrado à pasta. E nos apresentou algumas propostas da Capes, como a revisão dos processos avaliativos e a implementação de projetos ligados à formação de professores, que nos agrada muito, considerando que temos um apagão na formação de educadores. Ele também nos mostrou uma boa política de ouvir as instituições”, reforçou a reitora, destacando que o grupo saiu de Brasília bastante animado e com expectativa de abertura de pautas e discussões envolvendo as universidades.
“Comentávamos entre os reitores que estamos numa areia movediça. Existe uma legislação, que as comunitárias cumprem, mas há processos parados, que nos imobilizam, como os programas de bolsas e financiamento. Mesmo que ocorra o anúncio de políticas públicas neste universo da Educação Superior, nós não vemos políticas. Vemos um desmonte do Ensino Superior. O que nós cobramos do MEC é o diálogo, e que esse diálogo seja materializado em ações, projetos que efetivamente considerem a Educação Superior como motor do desenvolvimento. Se falamos em ter um país de primeiro mundo, é necessário passar pela educação. E isso não estamos vendo, de fato.”


Edição Impressa


Ver Todas as Edições
Trabalhe no Grupo JM Espaço do Leitor - Assine - Anuncie -
Albino Brendler, 122, Centro, Ijuí-RS
(55) 3331-0300
[email protected] Desenvolvido por