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Rural

Setor de máquinas teme falta de recursos

Postada 03/02/2020



Repetindo o cenário do ano passado e reforçando a comunicação já feita no começo de 2020, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) afirma que os recursos para que o financiamento de tratores e máquinas do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Moderfrota, estão quase esgotados. Para a entidade, em fevereiro os agricultores enfrentarão muitas dificuldades para contratar a modalidade de crédito. O programa tem previsão para ser renovado apenas com o novo Plano Safra, em junho deste ano.
"Estamos preocupadíssimos, porque no ano passado tivemos um problema muito sério, que ficamos praticamente dois meses sem financiamento do Moderfrota. Acabou o dinheiro e o setor sofreu muito", afirma o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers),  Claudio Bier.
Segundo ele, lideranças do setor buscam uma agenda junto à ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Uma audiência havia sido agendada para a próxima segunda-feira, mas foi adiada, e deverá ser marcada uma nova data. A intenção é de que o encontro inclua o ministro da Economia, Paulo Guedes.
"Para mostrar a preocupação do setor com o possível término do dinheiro da Moderforta para as máquinas agrícolas. Isso impacta muito em nossa produção e nas vendas no Estado e no Brasil inteiro", afirma Bier.
Em entrevista ao Grupo JM, ele lembra que no mês de dezembro, durante visita a Brasília, conversou sobre o assunto com Guedes. Na época, havia terminado o dinheiro do Pronaf Mais Alimentos. Problema que, segundo Bier, logo depois foi solucionado pelo ministro.
Outra busca da categoria é a redução de juros nas máquinas agrícolas. "Historicamente nosso juro era metade da Selic, hoje está mais do que o dobro da Selic. Então, isso também é um entrave para nossas vendas e está nos preocupando bastante. É esses temas que iremos a Brasília pedir, para que não falte dinheiro para o Moderfrota e que para os próximos planos safras, estudem um juro mais nórdico para nossas máquinas agrícolas."
Segundo ele, o Moderfrota hoje representa em torno de 80% das vendas de máquinas agrícolas. "É um número muito significativo, por isso que quando falta, dá esse problema todo em nossas indústrias. Para não parar estamos fazedo estoque, e depois vem problema de capital de giro, temos que ir ao banco pegar dinheiro e isso é muito ruim, ou, às vezes, ficamos com o pátio cheio de equipamentos e isso nos atrapalha muito. As vendas têm que ter seu curso normal. Hoje existe demanda, os agricultores estão atrás das novas tecnologias e o setor está cada vez lançando mais e, infelizmente, tem acontecido esses problemas, que vamos tentar atacar antes de acontecer." 


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