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MP quer chegar a todas as escolas de Ijuí

Postada 30/01/2020



Desde 1948, devido ao assassinato do líder pacifista Mahatma Gandhi, diversas nações no mundo celebram a data de 30 de janeiro como um dia voltado à não violência, com intuito de cultivar a educação para a paz, a solidariedade e o respeito pelos direitos humanos. A Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou 2 de outubro como o Dia Mundial da Não-Violência, data que marca o nascimento de Gandhi, em 1869, na Índia. 
Dentre as ações que buscam promover a paz por meio da mediação de conflitos e da não-violência, o Ministério Público de Ijuí desenvolve o projeto Construindo a cultura da paz na escola - práticas de Justiça Restaurativa, desde abril passado. 
Promotora da Vara da Infância e da Juventude, com atuação na área da educação e atos infracionais, Marlise Bortoluzzi conta que os círculos e práticas restaurativas foram implantados em cinco escolas do município voltados à capacitação de profissionais, com recursos destinados pelo Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (Comdica).
Já fazem parte do projeto as escolas municipais João Goulart e Deolinda Barufaldi, e as escolas estaduais Luiz Fogliatto, Centenário e São Geraldo. Dois profissionais de cada uma das escolas receberam capacitação para que possam manejar as questões e realizar os círculos, uma vez que são conhecedores de sua realidade, eliminando assim a dependência de terceiros para solucionar conflitos, além de poder atuar como forma preventiva.
As escolas foram escolhidas a partir de indicações da Secretaria Municipal da Educação (Smed) e da 36ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), e de acordo com o perfil das instituições, a demanda do Ministério Público e a disponibilidade dos profissionais em realizar o curso, que tem duração de uma semana. 
"Os profissionais têm nos trazido que já têm observado resultados, inclusive utilizam as práticas restaurativas na sala de aula, o que tem feito também com que os alunos prestem mais atenção, tenham melhor rendimento e mais respeito, não somente entre si, mas pelo professor. No final do ano, todas as escolas fizeram sua apresentação junto ao Comdica, do projeto permanente que será adotado em cada uma das escolas", comenta Marlise. "Os profissionais se demonstraram muito satisfeitos com a metodologia e falaram que tem uma progressão grande dentro da escola."
Na próxima semana, será realizado um novo curso em Ijuí, ampliando o projeto para mais escolas, dessa vez incluindo a rede particular. Serão capacitados profissionais do Imeab, Tomé de Souza, Ceap, EFA e também de Bozano, Coronel Barros e Nova Ramada, para que possam trabalhar essas questões em sala de aula e no âmbito  escolar. A capacitação dos profissionais da rede municipal será custeada pela Smed.
De acordo com a promotora, as demandas chegam ao Ministério Público por duas vias. "Através do âmbito protetivo, que envolvem, muitas vezes, os profissionais da educação, colegas, bullying, que muitas vezes ocasiona a evasão escolar, muitas vezes relacionado à falta de respeito aos professores. E muitos vêm através de boletins de ocorrência circunstanciados, quando se registra Boletim de Ocorrência policial, que é quando o aluno comete um ato infracional, ameaça, crime contra a honra ou até de lesão corporal."
Marlise acentua que o diferencial dos círculos é que eles são conduzidos por pessoas qualificadas, e, por isso, a importância de fazer o curso. "Porque não é qualquer pessoa que pode achar que pode fazer uma mediação. É importante saber trabalhar o assunto para prevenir tantos outros."
O objetivo da Promotoria é o número de escolas e profissionais, atingindo a meta de 100% de cobertura em Ijuí. "Com profissionais capacitados trabalhando essas questões, não somente na seara preventiva, mas, também depois de deflagrado um conflito. Vamos tentar na metade do ano capacitar mais escolas", finaliza a promotora. 


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