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Educação

Rede estadual de ensino terá mudanças neste ano

Postada 22/01/2020



Titular da 36ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Cláudio de Souza esteve em Porto Alegre, na última semana, participando de uma imersão junto à Secretaria Estadual de Educação (Seduc). O objetivo do encontro, que envolveu todos os coordenadores de educação do Estado, foi de planejar o ano letivo de 2020. “Estamos concluindo o ano letivo de 2019, um pouco mais tarde, em razão do movimento grevista. Na nossa região, concluímos as aulas, em todas as escolas da nossa abrangência, no dia 23”, afirmou o coordenador.
Desde a semana passada, a 36ª CRE vem recebendo a equipe diretiva das escolas estaduais da região, a fim de organizar o quadro de recursos humanos. Até o dia 29, esse processo deve ser concluído em todos os 61 educandários. “Esse é um processo um pouco demorado, porque estamos olhando detalhadamente cada um dos nossos educandários. Tivemos aposentadorias, tanto de professores quanto de servidores, e também dispensas de contrato, por escolha do próprio educador ou funcionário contratado. Também precisamos prever as licenças e as transferências, para que não tenhamos falta de profissionais”, destacou Cláudio. "No mês de dezembro, foram recebidas inscrições para contratos temporários. E como não há mais nenhum concurso vigente, vamos utilizar este cadastro para suprir as necessidades.”
A rede estadual também está trabalhando em algumas mudanças, propostas pela Secretaria de Educação para este ano. Uma delas trata das novas matrizes curriculares, a partir da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Referencial Curricular Gaúcho. 
Nos Anos Iniciais, ou seja, do 1º ao 5º Ano do Ensino Fundamental, haverá a introdução de dois componentes curriculares: Educação Física, que será trabalhado por um professor habilitado, e Produções Interativas, que vai trabalhar a ludicidade, a leitura e a arte. Até então, os alunos deste nível contavam com um professor. A partir de agora, serão três. Dois irão trabalhar os novos componentes e um terceiro ficará responsável pela Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História, Geografia e Ensino Religioso.
Já nos Anos Finais, do 6º ao 9º Ano, haverá a inclusão do componente Produções Interativas. A ideia é trabalhar com os alunos temas sociais, da comunidade, preparando os alunos para o novo Ensino Médio.
“Teremos, neste ano, uma mudança no processo de avaliação. A média, que era 5, passará a ser 6. E para isso, iremos preparar nossos professores, por meio de formações. A partir de fevereiro, 100% das nossas escolas terão o diário online, deixando de lado o caderno de chamadas físico. Isso permitirá que o professor faça o registro no celular, no computador, e que os pais, diretores, alunos, tenham acesso às informações”, lembra o coordenador, destacando que, também a partir de fevereiro, 10 escolas iniciarão o processo de implantação do novo Ensino Médio.
Paralelo a todo este trabalho, ocorrem novas obras ou reformas em todas as escolas – a exemplo da Escola Estadual de Ensino Fundamental Rui Barbosa, o Ruizinho, que realiza a pintura do prédio; e da Escola Estadual Luiz Fogliatto, onde está sendo construído um ginásio poliesportivo.


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