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HCI realiza primeira captação de 2020

Postada 16/01/2020




O Hospital de Caridade de Ijuí (HCI) realizou a primeira captação de órgãos, deste ano, no último sábado. Paciente, de 23 anos, que estava internado na instituição, decorrente de acidente, e teve morte encefálica na sexta-feira. A família autorizou a doação de órgãos do jovem.
Trata-se de um processo extremamente burocrático, com envio de todos os exames à Central Nacional de Transplantes, que realiza a compatibilidade para destinação dos órgãos, e o que poderá ser captado no paciente. “No caso desse jovem, captamos os dois rins e o fígado”, conta a coordenadora da Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), enfermeira Camila Fetsch. "Importante dizer que existe uma interligação com todas as unidades do hospital para que aconteça uma adequada conversa com a família do doador, que de fato autoriza o processo."
Ela explica que a captação de órgãos na instituição segue o protocolo determinado pela legislação brasileira. São avaliados os sinais clínicos até a evolução à morte encefálica.  Quando ocorre morte encefálica, é acionada a Central Nacional de Transplantes.
“Fazemos todos os testes, comunicamos a família, que a todo o momento participa do processo. Como é avaliado pelo protocolo, temos dois testes clínicos e o exame complementar. Quando são feitos os três exames, no terceiro que se comprova a morte encefálica, então, chamamos a família, comunicamos e a deixamos uns momentos para decidir, porque quem vai autorizar a doação é a família”, 
Camila lembra que também são realizadas doações em vida, mas geralmente os transplantes, realizados na instituição, ocorrem na própria família – fígado, parte do pulmão e um dos rins. “Se não for da família, somente com autorização judicial.”
Ao longo do ano, a Comissão realiza trabalho intensificado na identificação de pacientes que sejam potenciais doadores de órgãos. Também atua na sensibilização da população quanto a importância da doação de órgãos. 
 "Sempre orientamos que, em vida, falem, manifestem e avisem a família que são doadores, porque, em caso de óbito, a maioria das negativas familiares é em função de a pessoa nunca ter manifestado em vida o desejo de ser doador", acentua. "A doação de órgãos é um ato de solidariedade, de cidadania. Hoje, há quatro vezes chances de alguém precisar de um órgão, então, é importante pensar que daqui a pouco, pode haver um amigo, um familiar, precisando dessa doação. Precisamos sensibilizar as pessoas para serem doadoras de órgãos e, por isso, sempre orientamos avisar as famílias, porque pela legislação brasileira, somente a família pode autorizar”, reforça.


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