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Saúde

SAE frisa importância de realizar o teste rápido

Postada 13/01/2020



O número de grávidas com HIV no Brasil vem crescendo desde 2008, na contramão da população geral, que apresenta queda desde 2014. Em 2018, o país registrou 8,6 mil gestantes com o vírus — 37% a mais que em 2008, quando o número era de 6,7 mil. Os dados são do último Boletim Epidemiológico de HIV/Aids do Ministério da Saúde, de acordo com a Agência Brasil.
O Serviço de Atendimento Especializado (SAE) de Ijuí, que atende aos 20 municípios da região de abrangência da 17ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), tem registrado média anual de 10 a 12 gestantes com HIV. Em 2019, esse número caiu para oito, sendo três do município de Ijuí. 
No geral, o serviço recebeu 82 pacientes no ano passado, entre novos e casos de transferência. Destes, 44 são resultantes de diagnósticos para HIV. Somente no âmbito de Ijuí, observa-se queda no número de diagnóstico, dos cerca de 20 de 2018, para 15 no ano passado. Ao todo, foram realizados 4,8 mil testes rápidos, com pequeno aumento em relação a 2018.
Entretanto, segundo a coordenadora do SAE, enfermeira Ana Letícia Missio de Oliveira, esses números não significam necessariamente que esteja ocorrendo uma redução na transmissão do vírus do HIV.
"A gente sempre avalia com preocupação. Quando cai um pouco o número, pensamos que as pessoas não estão fazendo os testes e não estamos tendo diagnósticos novos? Sempre alertando a importância do uso do preservativo, porque são 15 pacientes, mas estes provavelmente têm mais um ou dois que não saibam que têm o vírus do HIV", alerta.
No caso do balanço relativo às hepatites, os números de 2019 ainda não foram fechados, porque todos os ambulatórios do município realizam teste rápido para a doença e encaminham os resultados diretamente à Vigilância Epidemiológica.
Ana Letícia reforça que, tanto o Serviço de Atendimento Especializado quanto todas as unidades básicas de Ijuí têm disponível os testes rápidos, para Hepatite B, Hepatite C, sífilis e HIV. Só é necessária apresentação de documento para emissão do laudo e se dirigir ao serviço, que atende das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h. O resultado leva em torno de 25 minutos e a orientação é de que  a procura pelo serviço ocorra, pelo menos, meia hora antes do fechamento. 
A coordenadora salienta ainda que aqueles que nunca realizaram teste rápido devem procurar o serviço, que deve ser feito no mínimo uma vez ano por toda a população. "Apesar de ser uma doença que hoje tem tratamento e a pessoa conseguir viver muito bem, precisa ter acompanhamento, tomar medicamento todos os dias e tem formas fáceis de prevenção, que seria o uso do preservativo."


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