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Economia

Ano terá leve retomada no emprego

Postada 08/01/2020



As expectativas para 2020 são positivas. Tanto em âmbito nacional quanto gaúcho, as projeções são de que a economia registre crescimento em torno de 2,4%. Além disso, a inflação deve se manter controlada, ainda que ocorram sobressaltos pontuais influenciados pelo mercado externo, o que permitirá ao Banco Central manter  a taxa básica de juros em baixa - hoje em 4,5%. "Quando a gente tem estímulos monetários, no curto prazo tende a acelerar a atividade econômica e isso certamente irá gerar empregos formais", acrescenta a economista-chefe da Fecomércio-RS, Patrícia Palermo.
Segundo ela, haverá aumento na geração de empregos formais. Entretanto, não será o suficiente para derrubar a taxa de desemprego, atualmente em 11,8 %, segundo último levantamento do IBGE, que aponta ainda que 11,9 milhões de pessoas compõem a população desocupada - pessoas que estão sem emprego, mas que buscaram efetivamente um trabalho nos 30 dias anteriores à coleta dos dados.
"Pessoas que estão trabalhando formalmente, informalmente ou por conta própria, são consideradas ocupadas, portanto, não estão sendo contabilizadas como um desocupado, um desempregado. Então, se assume que no ano de 2020, parte dessas pessoas seja incorporada pelo mercado formal de trabalho. O que a gente consegue enxergar é que provavelmente terá uma melhoria na qualidade média dos empregos na economia, com aumento dos salários médios e, com isso, uma série de desencadeamentos positivos para a economia."
Patrícia frisa que o cenário para o ano ainda não está sendo visto com clareza, em relação a números, mas é possível projetar que haverá uma queda na taxa de desemprego, mas o destaque será a geração de empregos formais - afirmação que se baseia na análise das médias dos últimos 12 meses, 6 meses e 3 meses de geração de empregos formais na economia brasileira, que aponta para uma aceleração.
"Para se ter uma ideia em termos de números, novembro foi o melhor do Brasil, desde 2010, na geração de empregos formais. No caso do Rio Grande do Sul especificamente, foi o melhor novembro desde 2012. Quando olhamos o acumulado do ano, ele é significativamente superior ao que tínhamos no ano passado, e isso, mês após mês está se verificando como uma tendência a se concretizar, então, isso é uma boa notícia e precisa ser espalhada pelos quatro cantos", comemora a economista.
Muitos setores passam por transformação. No âmbito dos Serviços, estão sendo criadas vagas com valorização - informática e setor bancário, por exemplo. "Há 20 anos, o que fazia a diferença para um jovem conseguir entrar no mercado de trabalho e se destacar era saber inglês. Hoje, se eles sabem programação, lidar com questões mínimas relacionadas a Big Data, já abre uma oportunidade muito grande de inserção em empresas que estão crescendo e que irão ganhar destaque no futuro. Então, é óbvio que a gente tem na indústria, salários médios maiores do que se têm no Comércio e principalmente quando se pensa nos Serviços. Mas, a gente não pode esquecer que dentro da parte dos Serviços está toda a área de Saúde, que tende a ter remuneração em média cada vez mais alta, Informática, setores financeiros, que estão se desenvolvendo."
Por fim, a economista lembra que o Comércio tem registrado crescimento e geração de vagas, sendo a maior porta de entrada para os jovens ao mercado de trabalho. "Não existe setor na economia que contrate mais pessoas com menos de 24 anos do que o comércio varejista, e é justamente nesta faixa etária que se destacam as taxas de desemprego mais altas dentro da população. A pior coisa que podemos fazer é deixar um jovem desesperançado de que não irá entrar no mercado de trabalho. A gente não pode perder  essa empolgação da juventude, até porque os jovens irão ficar cada vez mais raros dentro de nossa sociedade."


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