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Economia

Folha de pagamento segue sendo gargalo do Orçamento

Postada 30/12/2019



Aprovada por unanimidade na Câmara de Vereadores, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2020 previa um déficit de R$ 4 milhões, questão que, segundo a secretária municipal de Planejamento, Márcia Boniatti, foi ajustada na Lei Orçamentária Anual (LOA).
Para isso, foram incluídos na receita, recursos oriundos do pré-sal e ajuste realizado pelo Legislativo - o repasse constitucional de R$ 12,9 milhões passou para R$ 11,7 milhões. "Então, nosso orçamento está ajustado, na Câmara de Vereadores e será votado na segunda-feira. Acredito que será bem tranquilo", afirma.
A receita total do Município para 2020, é de R$ 447,8 milhões, sendo R$ 206,8 milhões em recursos livres, além dos recursos vinculados, que tiveram aumento de R$ 2 milhões - entretanto, a receita indireta, do Demei, foi reduzida em função da compra de energia no mercado livre, o que baixou o valor pago pelo consumidor reduzindo a arrecadação.
Márcia destacou que o Orçamento foi construído de forma conjunta e transparente, envolvendo Legislativo e Executivo, sendo realizadas inúmeras reuniões com o secretariado municipal até que o déficit fosse zerado.
A secretária enumerou ao Grupo JM o orçamento que será destinado a algumas pastas:  Saúde com R$ 86 milhões, e Educação com R$ 81,2 milhões, correspondem pela maior fatia do Orçamento; em terceiro lugar, Desenvolvimento Urbano, Obras e Trânsito (Smodutran) terá R$ 20 milhões - sendo que, de R$ 4 a R$ 5 milhões em recursos próprios serão destinados às vias; a Câmara de Vereadores fica com R$ 11,47 milhões, seguida da Fazenda, com R$ 10,9 milhões (incluindo os financiamentos), e Desenvolvimento Social, R$ 10,5 milhões.
Entretanto, a exemplo de anos anteriores, a maior fatia será utilizada na folha de pagamento dos servidores, que  levará R$ 245 milhões, o que corresponde a 54,7% da receita total do município, 
"Nossa folha é um gargalo mesmo. Construímos o orçamento primeiro com a folha, que é um desejo do prefeito honrar o pagamento dos salários. Tirando a fiolha e as obrigações sobram os investimentos."


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