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Educação

Núcleo do Cpers vota pela suspensão da greve

Postada 20/12/2019



Em assembleia regional, realizada ontem, o 31º Núcleo do Cpers-Sindicato votou pela suspensão da paralisação, até o final do mês de janeiro – quando a Assembleia Legislativa deve voltar a debater os demais projetos que compõem o pacote do governador Eduardo Leite.
Na noite da última quarta-feira, o Legislativo aprovou o projeto de lei complementar (PLC) 503/2019, que trata, entre outros pontos, das alíquotas previdenciárias dos servidores civis do Estado. A proposta de lei aprovada cria sete faixas de contribuição previdenciária. Servidores, tanto ativos quanto inativos, que ganham até R$ 998, ficam isentos. A partir dessa faixa, os descontos iniciam em 7,5%. Depois, a alíquota aumenta progressivamente até chegar aos 22%. 
“Esse projeto é um dos mais vitais para nós, porque corrói ainda mais nosso salário. Lembrando que estamos há cinco anos sem reajuste e quase 50 meses de parcelamento. E a partir de março, vamos ter tanto ativos quanto inativos com uma pressão ainda maior”, destacou a vice-diretora do 31º Núcleo, Maria Eugênia Fiorin, lembrando que, como o regime de urgência foi retirado, e as discussões jogadas para janeiro, os educadores da região defendem a suspensão do movimento. “Para que possamos nos recompor e voltar à mobilização”, reforça.
O resultado do encontro de ontem será levado à assembleia regional, que ocorre hoje à tarde. Os rumos do movimento serão definidos nesta sexta-feira. “Cada Núcleo do Cpers leva sua posição ao encontro. Nós entendemos que a luta não acabou, ainda. Tivemos apoio da maioria da nossa categoria, uma força bastante grande, mas nem todos os deputados estiveram ao nosso lado  ou mesmo levando em conta a situação precária do servidor público. Infelizmente, temos essas posturas dos nossos representantes, que desconhecem ou não querem conhecer a realidade do serviço público”, reforçou, lembrando que toda a comunidade acaba perdendo. “Prioriza-se um projeto político para o Estado de minizar o serviço público, como se a comunidade, os municípios, não tivessem essa necessidade. E os municípios não são autossuficientes. Pelo contrário, estão sobrecarregados, hoje, justamente pelo descaso, pelo cruzar de braços dos governos estadual e federal”, completou a vice-diretora.


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