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Saúde

Ijuí mantém média de casos de tuberculose

Postada 20/12/2019



O Brasil está na liderança mundial no combate à tuberculose. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, assumiu a presidência da Stop TB, principal entidade internacional para o combate à tuberculose e que está procurando soluções para reduzir a transmissão. E como primeira medida, está convocando pesquisadores de todo o mundo para encontrar soluções contra a doença. Dentre as metas, a mais ambiciosa prevê acabar com a tuberculose até 2030.
“É uma meta desafiadora, porque há situações que nós, enquanto serviço de saúde, não conseguimos intervir. Há pessoas que optam por não aderir ao tratamento”, explicou a coordenadora do Programa de Tuberculose da Secretaria Municipal de Saúde, enfermeira Ana Dalla Nora.
Doença grave em todo o mundo, a tuberculose é listada entre as 10 principais causas de morte, com cerca de 10 milhões de novos casos todos os anos. No Brasil, somente em 2018, foram diagnosticados mais de 76 mil novos casos da doença, com aproximadamente 4,5 mil mortes. Há uma década, Ijuí registra entre 20 e 30 casos por ano. No ano passado foram 31 e, neste, até o momento, 29.
“Temos um programa que funciona há muitos anos junto à Vigilância Epidemiológica, antigo Centro Municipal de Saúde. Contamos com uma equipe – formada por médico, enfermeira e técnica em enfermagem – que atende os pacientes. E como esse tratamento vem do Ministério da Saúde, sem a possibilidade de compra da medicação em farmácia, atendemos a todos pacientes, que vêm de consultórios ou da rede pública”, explicou Ana.
Somente o atendimento médico é um pouco diferenciado, acontecendo uma vez por semana. Por isso, a equipe procura reunir os pacientes no dia em que o profissional está. Nos demais dias, o paciente é acolhido, o tratamento é iniciado e a consulta agendada com o médico.
Conforme observa a enfermeira, a tuberculose existe em várias formas, mas a que a equipe dá mais atenção é à tuberculose pulmonar. “Existem outras formas – renal, gástrica, óssea –, que necessitam de tratamento, mas que não transmitem. A tuberculose pulmonar tem transmissão respiratória. Nestes casos, intervimos também no contato familiar, orientando para que a casa se mantenha arejada, para que o paciente evite dormir no mesmo cômodo, até a medicação ter seu efeito."
O tratamento acontece pelo período de seis meses, com acompanhamento mensal. Se feito corretamente, a doença é curada. Mas nem todos aderem, como já lembrou a enfermeira. Há casos de usuários de drogas que já chegam debilitados, iniciam o tratamento e, diante de uma primeira melhora clínica, em 30 dias, decidem não prosseguir. O paciente acaba internando novamente, num estado crítico, retoma o tratamento e não obtém a resposta adequada. Como resultado, Ijuí registra uma média de duas mortes por ano. 
Entre os principais sintomas da doença estão a tosse, acompanhada de febre, que pode ser seca; tosse com expectoração, acompanhada de febre; perda de peso e suores noturnos. “Esta é uma característica importante, normalmente da tuberculose pulmonar. Quanto às demais formas, depende do órgão que é atingido.” Tosse, durante mais de três semanas, sem causa, precisa ser investigada. 
As equipes de saúde dos postos são orientadas a observar os pacientes, na sala de espera, e também estão aptas a orientar sobre a coleta de escarro, usada para o diagnóstico da doença.


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