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Economia

Setor de máquinas agrícolas tem queda nas vendas

Postada 10/12/2019



A indústria de máquinas e implementos agrícolas criou uma expectativa que não se materializou ao longo do ano - aumentaram as contratações no primeiro semestre, e reduziram no terceiro trimestre.
Na avaliação do presidente do Sindicato da Indústria das Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado (Simers), Cláudio Bier, a a indefinição do Plano Safra, pelo período de dois meses no primeiro semestre em que os produtores não puderam contratar financiamentos, é um dos fatores prejudiciais. Já no segundo semestre, ocorreu uma paralisia no setor. 
"Isso não acontecia há muito tempo. Nosso setor vinha num crescente, com o aumento da tecnologia embarcada, temos aumentado bastante a produção de grãos no mesmo tamanho de área, e isso tem trazido um atrativo muito grande para os produtores comprarem nossas máquinas, mas, infelizmente, neste ano, isso não aconteceu", afirma Bier.
Ele lembra que 62% das máquinas fabricadas no Brasil saem do Rio Grande do Sul e lamenta os atuais juros para compra de máquinas, em 10,5% ao ano, o dobro da Selic, que está em 5%. "O atual governo não entendeu muito o que representa a máquina agrícola, porque historicamente nosso juro estava sempre abaixo da Selic. Então, isso também prejudicou e o governo terá que, no próximo plano safra, certamente rever esse juro. Nos prejudicando, prejudicaram todos os produtores brasileiros."


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