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Saúde

Uso excessivo de telas preocupa profissionais

Postada 02/12/2019



A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul está preocupada com o uso excessivo de telas pelas crianças. Tanto que, no último mês, a entidade fez a entrega de um abaixo-assinado, com 1.255 assinaturas, ao presidente da Assembleia Legislativa, Luís Augusto Lara, pedindo apoio ao Projeto de Lei que estabelece normas para alertar os pais sobre os riscos dos equipamentos eletrônicos.
“A Sociedade de Pediatria preocupa-se com o uso excessivo de telas, de smartphones e tablets, por exemplo, pelas crianças, e já estamos organizando uma campanha às famílias. Também tivemos a ideia de elaborar um projeto de lei, propondo a aplicação de uma etiqueta nas embalagens dos produtos, advertindo sobre o uso excessivo. E para isso, contamos com o apoio do deputado estadual Pedro Pereira, que protocolou a proposta”, explica a 1ª vice-presidente da Sociedade de Pediatria do Estado, Helena Muller. O projeto está sob análise da Comissão de Saúde e Meio Ambiente do Legislativo.
Nesta etiqueta, deve constar o alerta ‘use com moderação’ e as informações: de 0 a 2 anos, uso não recomendado; e de 2 a 10 anos, uso máximo de 2h por dia, com supervisão. “Há recomendações, inclusive internacionais, da Academia Americana de Pediatria, e da própria Sociedade Brasileira de Pediatria, sobre a necessidade do uso moderado de telas.”
De acordo com Helena, vários estudos têm mostrado os malefícios do uso precoce de telas por crianças. Em novembro, como ressalta Helena,  foi publicado numa revista internacional um estudo que mostra os resultados de uma ressonância magnética realizada em crianças de 3 a 5 anos. Os pequenos que usavam os dispositivos por mais de uma hora tiveram prejuízos no desenvolvimento da substância branca cerebral. “Essa é uma área crucial para o desenvolvimento da linguagem, da alfabetização e da aquisição de habilidades cognitivas nas crianças. A gente sabe que nos primeiros cinco anos de vida ocorre o maior crescimento cerebral.” O uso excessivo leva, ainda, segundo Helena, a uma menor atividade física e a prejuízos no sono. “Realizar menos atividades favorece a obesidade e o surgimento de doenças, inclusive na vida adulta, devido ao sedentarismo. E dormir pouco, ou mal, prejudica o desempenho escolar”, reforça.


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