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Polícia

Número de apreensões de drogas triplica em Ijuí

Postada 25/11/2019



As apreensões de maconha triplicaram neste ano, na comparação com o mesmo período de 2018, apontam dados do 29° Batalhão da Polícia Militar (BPM)obtidos pelo Grupo JM. 
Neste ano, entre janeiro e novembro foram apreendidos 87 quilos de maconha no município – 314% mais que na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram confiscados 28 quilos. 
“Em percentual,  é três vezes mais. Então é um número que chama bastante atenção, pois a gente sabe que se não fosse o trabalho da Brigada, essa droga estaria sendo distribuída em nosso município”, disse ao Grupo JM o comandante do 29° BPM, major Edilson Della Flora Góes. 
O levantamento mostra também que, neste ano, foi apreendido no município 0,38 gramas de ecstasy, uma droga sintética psicoativa que é produzida em laboratório. “Em 2018 nós não havíamos apreendidos essa droga e neste ano apreendemos uma quantidade pequena, mas por ser uma droga muito potente, nos preocupa”, disse o comandante.
Também houve o aumento de apreensão de crack. No ano passado foi aprendido 1,1 quilo e neste ano já foram retirados de circulação 1,8 quilo do entorpecente, que causa dependência de forma rápida. O número de apreensões de cocaína também teve aumento. Passou de 1,8 quilos em 2018 para 2,7 quilos em 2019, um  incremento de 50%.
As prisões por tráfico de drogas tiveram aumento de 30% neste ano, segundo os dados do 29° BPM. Foram 88 prisões neste ano contra 68 no ano passado. 
“Nestes 11 meses de trabalhos nós temos esses números e com certeza, até fecharmos o ano, deve passar com certeza de 90 prisões referente ao tráfico de entorpecentes”, ressaltou o comandante. Ontem, um homem foi preso no bairro Glória por tráfico. Com ele foi localizado balança de precisão, R$ 452 e 36 gramas de maconha.  
O tráfico de drogas tem se tornado um dos maiores problemas de segurança em Ijuí. O negócio ilegal que propaga violência, assassinatos, roubos e movimenta muito dinheiro. O consumo e o tráfico provocam danos, muitas vezes irreversíveis, gerando custos sociais e econômicos por parte do poder público.  Ao fazer este enfrentamento, o comandante ressalta que tem como objetivo reduzir os demais crimes associados ao tráfico. “Graças aos trabalhos dos nossos policiais e pelas características com a nossa comunidade, nós não temos nenhum registro de latrocínio (roubo seguido de morte). Não temos aquela situação em que o cidadão é roubado, assaltado em plena via pública, que acaba virando um homicídio”.
O comandante afirma que a presença de facções do município ocorre em decorrência do sistema prisional “O sistema prisional que atrai essa delinquência e nós temos pessoas que estão ligadas e com certeza acabam atraindo essas facções para o nosso município. São pessoas que vêm de fora na sua grande maioria atraídas por essas ligações com apenados”, ressaltou.
Em 2019, a disputa pelo tráfico de drogas no município fez com que a Brigada Militar tivesse que fazer uma intervenção no bairro São Paulo, em abril. Em setembro e outubro, as disputas foram para os bairros Luiz Fogliatto e Colonial. Dos 11 casos de homicídios registrados no município, sete tem a suspeita de ter envolvimento do tráfico de entorpecentes.


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