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Rural

Gargalos do trigo gaúcho serão levados a Brasília

Postada 06/11/2019



No dia 19 de novembro, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva das Culturas de Inverno, presidida por Hamilton Jardim, participa de encontro em Brasília, no Ministério da Agricultura. Na oportunidade, serão apresentadas todas as preocupações relativas às perdas de produção, por parte do Paraná e Rio Grande do Sul nas culturas de inverno, além de problemas sérios com microtoxinas na cevada. O objetivo é mostrar a importância da cultura e seus gargalos.
"A triticultura e as culturas de inverno de maneira geral passam por um momento de grande preocupação. Fizemos tudo que estava em nosso alcance, para produzir com qualidade, e agora surpreendidos depois de um ciclo de meses maravilhosos, no desenvolvimento da cultura com chuvas excessivas, vendavais, perdas de qualidade, que nos trazem um cenário de grande preocupação", afirmou Jardim, em entrevista ao Grupo JM.
A expectativa é de que o governo federal, a partir do encontro, tome as medidas sugeridas pela Câmara Setorial, um órgão consultivo do Ministério da Agricultura. "Esperamos nesse dia colher uma radiografia de todo o Brasil até mesmo para que o governo se posicione dentro daquilo que a gente irá propor e que pode buscar."
O presidente destaca a cultura do trigo como suscetível a intempéries climáticas e políticas mal sucedidas por parte do governo federal, a exemplo de 2013, quando o Rio Grande do Sul registrou uma das maiores safras. "Infelizmente, o governo, por ocasião da comercialização,  tirou a tarifa externa comum (TEC) e desonera a exportação e abre caminho para os países de fora. Isso nos baixou preço e foi objeto inclusive de repúdio da classe produtora, naquele momento.
Em 2014 e 2015, ocorreram duas frustrações de safra, com auxílio do governo por meio de mecanismos de comercialização e do seguro ProAgro. Em 2016, a safra foi melhor, e em 2017 e 2018, novamente ocorreram problemas. "Agora vinha tudo bem e infelizmente no final, praticamente durante a colheita, nos encontramos com esse quadro de quebra de qualidade e de produtividade, e esse cenário é recorrente. Estamos em uma situação de risco."


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