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Educação

Violência na escola é debatida em seminário regional

Postada 05/11/2019



A 36ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), em parceria com o Ministério Público, realizou, ontem, o 2º Seminário Regional Cipave e Rede de Apoio à Escola. O evento aconteceu ao longo de todo dia, no auditório do Colégio Sagrado Coração de Jesus (CSCJ), e contou com debates promovidos pelo delegado regional de Polícia, Ricardo Miron, e pela professora Maria Elisa, de Passo Fundo.
“Para debater o tema ‘Diálogos e reflexões sobre práticas preventivas no ambiente escolar’, convidamos diretores, coordenadores pedagógicos, orientadores educacionais, professores e alunos que integram as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e Violência Escolar (Cipaves). Foi um dia de socialização de experiências e de debates acerca de temas como drogadição, bullying,  autolesão e tentativa de suicídio”, explicou o titular da 36ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Cláudio de Souza.
Conforme destacou Cláudio, a escola é uma instituição social, que recebe alunos - seres sociais, e que não pode ficar imune aos problemas e dificuldades que estão presentes na sociedade. “Portanto, precisamos aprender com estas situações e promover o acolhimento da criança, do adolescente. É na escola que o aluno, por vezes, encontra o único gesto afetivo. Sabemos da função da família e sabemos da função da escola. Mas não podemos nos omitir”, destacou.
Na região de abrangência da 36ª CRE, tem ocorrido uma diminuição dos casos de violência no ambiente escolar. Primeiro, em razão de os educandários terem aderido à proposta da Cipave, segundo o coordenador. A implantação da Justiça Restaurativa tem sido uma aliada na mediação dos conflitos, bem como a atuação da Rede de Apoio – um colegiado de instituições que trabalha na resolução dos problemas que se apresentam nas escolas. Mas há, ainda, situações para se preocupar.
“Temos, em algumas regiões pontuais, casos de  drogadição. Que não é um problema restrito de Ijuí. Temos visto esta situação aumentar e se alastrar. É algo que nos preocupa, que acaba chegando diretamente às escolas ou ao entorno delas. Nos preocupamos com os casos de autolesão,  ocasionados  por problemas emocionais, por desajustes familiares; e que são sinais de um outro problema que nos preocupa, que é a tentativa de suicídio”, reforçou Cláudio.
O coordenador destaca que a escola não pode ficar restrita à sua função, que é educar. E lembra que o aluno só aprende quando há amor. “Não dá para trabalhar o ato de aprender com o aluno que tem sua única refeição do dia na escola. Que não tem um gestor de apoio, de respeito, de carinho, foram do ambiente escolar. Os educandários precisam trabalhar estas questões que, embora pareçam novas, acontecem há muito tempo.”


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