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Polícia

Polícia á apreendeu mais de R$ 7 milhões em dinheiro no Estado

Postada 28/10/2019



Dados de eficiência da Secretaria de Segurança Pública (SSP)  apontam que de janeiro a setembro deste ano já foram apreendidos pelas forças de segurança com ladrões, traficantes de drogas mais de R$  7 milhões em espécie  nas ações de combate à criminalidade no Rio Grande do Sul.
Após a apreensão desses recursos, eles são remetidos ao poder Judiciário e depositados em uma conta judicial até a decisão final do processo, é o que explica o delegado Vladimir Urach, diretor do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc). 
“Se o traficante é condenado, este dinheiro é encaminhado para um fundo nacional antidrogas e depois é gerido pela União. Existe uma legislação federal, editada recentemente, que prevê que este dinheiro, após o fim do processo, uma parcela vai ser aplicado na repressão e prevenção ao uso de drogas".
Parte desse recurso é direcionado para a Delegacia de Polícia onde ocorreu as apreensões e outra parte vai para instituições que realizam trabalhos de prevenção do uso de drogas. "Essa gerência desses projetos fica com a Secretaria Nacional Antidrogas, que é vinculado ao Ministério da Justiça". 
Sobre as apreensões de outros bens, como carros, armas e propriedades, o delegado ressalta que todos os objetos ficam vinculados ao processo judicial relativo a investigação. "Nós aqui no Denarc já apreendemos neste ano cerca de 60 veículos e entre oito e nove imóveis de traficantes, que estão avaliados em cerca de R$ 6 milhões, que sofrem uma restrição judicial para a venda, enquanto o processo não terminar, mas se no final, se for condenado  por tráfico ou lavagem de dinheiro, esses imóveis são leiloados e este valor é remetido ao Fundo Nacional Antidrogas".
 Mas uma das dúvidas é em relação aos bens recuperados pela polícia de origem de furto ou roubo, em que a polícia não identifica o proprietário. Nestes casos, o delegado Urach diz que os objetos são remetidos a um depósito judicial. "Se não for identificado o proprietário até o final do julgamento do processo, normalmente estes bens acabam indo a leilão".  
Por ser diretor do Denarc, o delegado ressaltou ainda que além da apreensão das drogas, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul reforçou o trabalho, nos últimos três anos, com a instalação das Delegacias de Lavagem de Dinheiro ligadas ao Narcotráfico, e aumentou a apreensão de recursos e objetos dos traficantes, visando coibir a prática do crime e reduzir o poder de financiamento dos criminosos. "Temos apreendidos diversos bens e valores em dinheiro ligados ao narcotráfico e que certamente vão depois revertidos para a própria população, não somente nos serviços das Delegacias, mas também na prevenção da drogas", finaliza.   


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