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Rural

Produtores de leite relatam esforços ao Ministério da Agricultura

Postada 24/09/2019



A reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira (ALSB) realizada em Florianópolis (SC), na semana passada, debateu sobre os resultados positivos e as principais dificuldades do setor leiteiro depois da implementação das Instruções Normativas do Leite (INs) 76 e 77, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que desde 30 de maio, alteram a forma de produção, coleta e armazenagem do leite cru em todo o território nacional.
Coordenador geral da ALSB, Airton Spies salientou que será encaminhado um documento ao Mapa com o relato dos esforços que a cadeia produtiva do leite tem feito. "É importante que eles saibam que, apesar das mudanças realizadas no campo e na indústria, o setor ainda encontra dificuldades para atender às normativas", afirmou.
Presidente do Sindicato das Indústrias do Leite do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra comenta que em função disso, será solicitada à Câmara Setorial do Leite, do Mapa, uma radiografia em cada Estado relacionada aos índices, principalmente sobre a contagem bacteriana e temperatura. "Já teve na  questão da contagem padrão em placas (CPP) a primeira média geométrica, cada indústria tem, de forma individualizada de seus produtores, mas, nós, como setor, gostaríamos de entender o comportamento do geral, nos demais Estados, para que se possa ter ações conjuntas, de forma forte, nos três Estados do Sul, para que alcancemos o índice, de 300 mil  de contagem bacteriana. O produtor que não atingir é obrigado a parar de fornecer leite até ter um teste dentro dos padrões, e a gente sabe que tem um percentual de produtores que, nesta primeira média, não atingiu. Temos mais dois meses para trabalhar nestes índices e continuar o fornecimento de leite", conta Guerra.
O encontro também discutiu a abertura de novos mercados para a exportação de lácteos e a urgência de realizar algumas ações para que os três Estados possam ter condições de exportar e escoar o excesso de produção. Para o secretário-executivo do Sindilat RS, Darlan Palharini, a maior preocupação dos Estados é em relação a competitividade do setor, inclusive com o acordo entre o Mercosul e União Europeia. "Precisamos entender os impactos que esse acordo trará para os laticinistas, visto que não haverá diminuição gradativa do imposto de importação para os laticínios europeus."


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