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Rural

Programa leva mais energia para o campo

Postada 02/09/2019



A diretoria da Federação das Cooperativas de Energia e Desenvolvimento Rural do RS (Fecoergs) esteve reunida no auditório da sede do Ocergs / Sescoop, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, durante a Expointer 2019, ocasião em que recepcionou o governador do RS, Eduardo Leite.
Na oportunidade, o mandatário gaúcho, acompanhado do secretário de Meio Ambiente e Infraestrutura, Arthur Lemos, fez o lançamento do Programa Energia Forte no Campo, cujo objetivo é promover a qualificação das redes de distribuição de energia elétrica no meio rural, pela concessão de crédito para construção de redes trifásicas. As cooperativas serão as organizadoras das demandas, além de avalistas de seus associados, concedendo as garantias que o banco financiador, o BRDE, exige.  
Conforme o governo do Estado, o Rio Grande do Sul tem mais de 506 mil propriedades rurais eletrificadas, próximo de 100% do total. Porém, somente pouco mais de um terço são redes trifásicas, causando um gargalo no desenvolvimento destas propriedades e na economia do Estado.
O programa Energia Forte do Campo tem o objetivo de sanar esse déficit. “O povo gaúcho é empreendedor, trabalhador e talentoso, mas se não houver energia forte, não terá capacidade de transformar o talento e o trabalho em produtividade”, resumiu o governador. 
A implantação dos primeiros projetos do programa vai ocorrer em 2020, quando serão disponibilizados R$ 20 milhões com esse objetivo. A previsão é atender 1,2 mil propriedades rurais do Estado, com a construção de 365 quilômetros de redes trifásicas. Deste total, R$ 4 milhões será contrapartida do Estado, R$ 3 milhões dos agentes do setor (cooperativas e concessionárias), e R$ 2 milhões dos municípios, restando R$ 11 milhões a serem financiados pelos consumidores. O valor médio de financiamento por produtor, conforme os cálculos do Estado, será de R$9,8 mil, com carência de dois anos e oito anos para pagamento. "Já garantimos R$ 4 milhões no orçamento do Estado para 2020. Mas queremos ampliar esse montante no ano seguinte para, no mínimo, R$ 10 milhões", anunciou o governador.
O presidente da Fecoergs e da Ceriluz, Iloir de Pauli, que recepcionou o governador, acompanhado dos presidentes da Ocergs, Vergílio Périus, e da Infracoop, Jânio Stefanello – valorizou a iniciativa, que vai, conforme ele, permitir aos agricultores alcançarem um objetivo que muitos têm há tempos, mas que acabam esbarrando nos custos dessas obras. “Hoje, 40 ou 50% das demandas de nossos associados têm um custo e eles não têm recursos para fazer esses projetos e o governo do Estado lançou um programa que vai solucionar essas dificuldades”, comemora Iloir.
O presidente também salienta o fato das cooperativas serem fiadoras desses investimentos, lembrando que muitos associados já tem financiamentos agrícolas e que, sozinhos, talvez, não conseguiriam esse aporte financeiro em instituições bancárias.


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