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Demei amplia trabalho na detecção de fraudes

Postada 20/08/2019



Desde 22 de julho, está em vigor o reajuste de - 9,18% na tarifa de energia elétrica para consumidores do Demei. Na prática, o consumidor sentirá o impacto desta redução na leitura do final de agosto, início de setembro. Entretanto, segundo o diretor-presidente do Demei, Rubem Härter, nas leituras realizadas já é possível observar uma diminuição na fatura de muitos consumidores. Ainda de acordo com ele, esse reajuste já está com tributos descontados.
"É o preço final. Na verdade, se não tivéssemos ido a leilão, haveria um acréscimo de 9,44%. Então, se olharmos o total, a vantagem que o consumidor teve com esse processo, dá em torno de 20%", avalia. "Outras concessionárias que não entraram no sistema, tiveram uma elevação significativa."
Além disso, essa redução será benéfica à economia local, uma vez que, dentro de um faturamento próximo de R$ 10 milhões, quase R$ 1 milhão deixará de ir para os cofres do Demei, e ficará no orçamento das famílias, girando no comércio. "A energia é algo essencial, essa fatura precisa ser paga, se não fica sem o fornecimento. É um custo que as famílias têm e que não dá para escapar, então, quanto menor for esse custo, mais a sociedade é beneficiada como um todo, e o dinheiro circula em outras coisas, que também são necessárias."
Para 2020, o Demei trabalha no combate à inadimplência e fraudes com intuito de manter as tarifas reduzidas. Para isso, a autarquia investe em tecnologia e qualificação de pessoal, a fim de identificar casos de fraudes. "Quando há fraudes, todos pagam essa parcela depois, então, quanto menor for os gatos, menores serão as tarifas."
Härter não tem a dimensão das fraudes em números, mas antecipa que equipamentos estão sendo comprados, com condições de detectar alterações. Entretanto, a melhor forma de combate, ainda é a denúncia, afirma.
"Na verdade, isso será equacionado totalmente quando conseguirmos implementar a telemetria. Já temos 70% da cidade com a fibra instalada, e o próximo passo será fazer com que cada unidade consumidora e cada transformador tenha em tempo real o controle de dentro do Demei. É um investimento caro, que ainda levará um tempo. As concessionárias em todo o País irão trabalhar neste sentido, até porque no futuro, teremos portabilidade total na energia, energia pré-paga, e tudo isso requer esses investimentos em medidores inteligentes, muito investimento na área de informática, para ter esses controles muito claros. Mas, até lá, nosso maior aliado é o próprio consumidor, realizando denúncias."


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