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Saúde

Hospitais buscam aumento de repasses federais

Postada 19/08/2019



De terça a quinta-feira, foi realizado em Brasília o 29º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos. E como costumeiramente acontece, no segundo dia do evento foi realizado um Café da Manhã com deputados e senadores, de diversos estados, a fim de apresentar as demandas das instituições hospitalares. “Uma das principais pautas, em âmbito nacional, é a busca pela recomposição de recursos para custeio dos nossos hospitais. Trata-se de um pleito antigo, que gera um dos problemas mais crônicos em nossos caixas. Todos sabem, há uma falta de atualização da tabela do Sistema Único de Saúde e o governo federal, ao longo dos últimos anos, não tem realizado reajustes de forma programada, planejada. Muito pelo contrário, isso tem sido feito de forma bastante pontual, de um ou outro procedimento. E isso, obviamente, não atende aos interesses e às necessidades dos segmentos, do setor”, explicou ao Grupo JM o presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Rio Grande do Sul, André Lagemann.
Ele explica que, há muitos anos, o governo federal tem realizado repasses aos hospitais, através de incentivos. E agora, busca-se uma atualização destes valores, “partindo do princípio que há um novo governo”. “Temos dialogado com a equipe econômica, com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para buscar justamente alguma forma de remanejo de recursos, dentro do Executivo Federal, para que possamos ter um novo recurso para custeio. Nosso pedido, enquanto Confederação das Misericórdias do Brasil, da  qual a Federação gaúcha faz parte, é de uma recomposição de R$ 3,5 bilhões, para as 2.100 santas casas e hospitais filantrópicos do Brasil”, reforçou Lagemann, lembrando que, a partir de agora, os gestores estarão monitorando as ações do governo, a fim de verificar se será possível atingir ou chegar  próximo do pleito apresentado.
Acompanhada de parlamentares gaúchos, a direção da Federação também esteve reunida, na quarta-feira, com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para entrega de um pedido que trata da ampliação do Teto de Média e Alta Complexidade (MAC).  Atualmente, o governo do Estado destina mensalmente entre R$ 16 milhões e R$ 17 milhões para cobrir o que falta no chamado Teto MAC, recurso que seria de responsabilidade do governo Federal.
Os recursos referem-se a serviços contratados pela Secretaria da Saúde junto a hospitais, mas que ainda não foram habilitados pelo Ministério da Saúde. Segundo Lagemann, "sem essa habilitação, o custeio desses serviços hospitalares é pago pelo Estado. Nosso pedido é por uma atualização desse teto, fazendo com que tenhamos essa habilitação e que, assim, o recurso venha do governo federal. Isso, não só aliviaria um gasto para o governo gaúcho, como também daria ao gestor do hospital uma maior tranquilidade no equilíbrio das contas”, complementa.


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