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Lideranças buscam solução para crise do leite no Estado

Postada 14/08/2019



O Conselho Regional de Desenvolvimento (Corede) Noroeste Colonial (Norc) realizou  reunião setorial da agricultura, na tarde de ontem, na Criatec, em Ijuí. O encontro teve a participação do vice-presidente do conselho, Fioravante Ballin, do gerente adjunto da Emater regional, Vito Cembranel, e de representantes da Inspetoria Veterinária, dos poderes Legislativo e Executivo, de entidades ligadas ao setor e de municípios da região de abrangência.
"O Corede tem como uma de suas premissas básicas, aprofundar o debate de questões relativas a políticas públicas e de projetos de abrangência regional, e a bacia leiteira tem um impacto muito grande no desenvolvimento econômico social da nossa região. Diante da realidade, em meio ao processo de comercialização, com as novas instruções normativas e a problemática existente neste setor, achamos importante aprofundar e ver que ações poderemos fazer para projetar melhores dias para bacia leiteira desta região. O Corede se insere neste processo e, juntamente com os municípios e as instituições aqui envolvidas, deveremos construir novas propostas, para que Estado e União também possam atender as demandas prospectadas a partir deste encontro”, comenta Ballin.
O debate foi pautado pelo tema Realidade e perspectivas da bacia leiteira do Noroeste Colonial - região que reponde por 20% da produção leiteira no Estado. A abordagem teve base em pesquisa realizada no Rio Grande do Sul, com recorte da região. O desafio de manter os nove mil agricultores no setor produtivo, considerando que, desde 2011, 11% já deixaram a atividade leiteira, foi o foco do debate que buscou também apontar caminhos para solucionar, ou pelo menos reduzir, as dificuldades. 
"É importante termos isso bem presente. O caminho para esses produtores pequenos é reduzir o custo de produção, com formação de pastagens mais eficientes, com balanceamento de ração e trabalho forte na qualidade do leite, no caso, para os produtores que ficam na atividade, mesmo com pouca área", aponta Cembranel. 
Para ele, uma nova perspectiva surge com a abertura do mercado da China, o que dará possibilidade de ampliar a comercialização do produto. Mas, até que isso de fato aconteça, o gerente adjunto lembra os problemas já enraizados, e que precisam ser resolvidos, como o abandono, cada vez mais frequente, da atividade leiteira, o que acaba gerando novas dificuldades, que também precisam ser enfrentadas.
"Muitos são agricultores que estão aposentados e têm mais dificuldade em seguir com a atividade, outros em função da pequena área, então, essa também é uma parcela da população que temos que ir atrás, que temos que buscar, porque eles, provavelmente, deverão fazer outra atividade, e teremos que dar sustentação a ela. Muitos iniciam a produção de hortigranjeiros, no grão, que na pequena propriedade é inviável, então, o Corede, como um todo, e o poder público, têm que buscar uma medida para sanar estes problemas também", afirma Cembranel.


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