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Saúde

Incidência do câncer aumenta e preocupa

Postada 06/08/2019



Um levantamento do Observatório de Oncologia indica que houve aumento da incidência de câncer no contingente  populacional de 20 a 49 anos, entre 1997 e 2016. Apresentado no último mês, o estudo, que foi organizado pelo Movimento  Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC), mostra uma elevação anual                                               do câncer da glândula tireoide em 8,8%, da próstata em 5,2% e do cólon e reto na marca de 3,4%. O estudo também mostra um aumento no número de mortes em casos de câncer de cólon e reto ( 3,2%), mama (2,5%), cavidade oral (1,2%) e colo do útero (1%). Mas o cenário é ainda mais preocupante do que o anunciado. Segundo o coordenador do Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) do Hospital de Caridade de Ijuí (HCI), médico Fábio Franke, um estudo inglês, publicado recentemente, aponta que deverá ocorrer um  aumento de 50% na incidência de câncer nos próximos  30 anos. "Ou seja, precisamos estar preparados para este aumento. No futuro,  provavelmente todos nós vamos apresentar algum tipo de câncer no decorrer da vida", alertou o especialista.
O câncer é uma doença de múltiplos fatores, segundo Franke, e a única maneira de prevenir é adotando melhores cuidados com o corpo e com a  mente. "O câncer não está associado a uma coisa só. O somatório de fatores que leva à doença começa com  a predisposição genética, que leva ao aparecimento do tumor em pessoas mais jovens, e passa pelos hábitos de vida, como o cigarro, a ingestão de bebidas alcóolicas, a exposição a vírus - como o HPV, o sedentarismo e a obesidade. Também temos fatores ligados à vida moderna, como o estresse, a depressão, a exposição a produtos químicos e tudo que está implicado na nossa alimentação, que hoje é nada saudável", explicou o médico.
Evitar hábitos nocivos, como o cigarro, já ajuda na prevenção do câncer. Outra arma poderosa, segundo o coordenador do Cacon, é a realização de exames de rotina todo o ano. "Com isso, conseguimos realizar, muitas vezes, o diagnóstico da doença numa fase inicial. Numa fase em que o tumor não é muito agressivo", destacou o médico.


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