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Apadrinhamento garante apoio afetivo a crianças e jovens

Postada 05/08/2019



Há mais de 15 anos, o Rio Grande do Sul conta com o programa de apadrinhamento afetivo, que proporciona a crianças e adolescentes em situação de abandono uma oportunidade de construírem laços afetivos e uma convivência familiar. Conforme explica a juíza da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Ijuí, Maria Luiza Pollo Gaspary, o projeto tem cumprido um importante papel no desenvolvimento dos beneficiados. “Esse programa visa a participação de pessoas da comunidade na construção de laços afetivos com menores de idade, que foram abrigados e não têm mais a possibilidade de voltar para a sua família de origem. O projeto não só cria estes laços, mas garante a participação dos jovens e das crianças na comunidade e no seio de uma família”, explicou.
Hoje, como afirma a juíza, o apadrinhamento só  ocorre quando a criança acolhida é destituída do poder familiar. Ela é, então, encaminhada para adoção, mas nem sempre consegue  ser adotada. “Nós, primeiro, procuramos habilitados em adotar, para que essa criança encontre uma família. Não sendo possível, buscamos o apadrinhamento afetivo. Assim, essa criança consegue ter o vínculo com uma família, um ambiente que seja referência para quando ela estiver fora do lar em que vive”, destacou Maria Luiza.
Os padrinhos podem visitar os afilhados regularmente nas instituições de acolhimento, acompanhá-los em eventos e atividades, realizar passeios ou, ainda, levá-los para dormir em casa. O padrinho se torna, como observou a juíza, uma referência para o jovem quando ele atinge a maioridade. A iniciativa não concede a guarda das crianças e dos adolescentes, no entanto, o apadrinhamento não inviabiliza a adoção. 
Segundo Maria Luiza, a iniciativa já é bastante conhecida em Ijuí e muitas famílias apadrinham crianças e jovens. “A comunidade local é parceira  em todos os projetos que as casas de acolhimento fazem, na verdade. Claro que, quanto mais pessoas participarem, melhor para a gente, melhor para as crianças e adolescentes que se encontram acolhidas. Lembrando que eles vêm de uma situação de vulnerabilidade muito grande”, disse.
Mas, mais do que vontade, é  necessário ter um perfil para ser  padrinho ou madrinha. Segundo a juíza, o candidato precisa ter mais de 21 anos e pelo menos 12 anos de diferença da criança ou do jovem que vai apadrinhar. É necessário ser morador de Ijuí ou residir  até 100 km de distância da cidade. É necessário justificar por que quer se tornar um padrinho e se submeter a um processo de seleção, que é feito pelas casas de acolhimento. Há avaliação psicológica e social. "Não é só ter vontade de apadrinhar. Temos toda uma rede de proteção à criança e ao  adolescente exatamente para que não sejam expostos a uma situação de risco", destacou Maria  Luiza. Informações podem ser obtidas nas instituições de acolhimento e junto à Vara da  Infância e da Juventude.


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