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Polícia

PRF amplia fiscalização de pesos de cargas

Postada 01/08/2019



A Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio Grande do Sul tem fiscalizado com rigor o trânsito de veículos de carga, especialmente o excesso de peso e a amarração das cargas. No primeiro semestre de 2019 já foram retirados das rodovias federais do Estado mais de 3 milhões de quilos de excesso de peso. Todos os mais de 680 veículos flagrados com essa carga foram autuados e somente seguiram viagem após o transbordo da carga. Em 2018, foram flagrados 1.547.497 quilos e autuados 404 veículos.
A unidade da PRF de Ijuí flagrou 54 condutores e retirou de circulação 194,9 toneladas de excesso de peso nos seis primeiros meses de 2019, nos trechos das  BR’s 158,285,392 e 472.
"O trecho que mais incide excesso de peso é do da BR-285, entre as Missões em direção a Passo Fundo e no trecho da BR-158, nas Missões, que vai em direção ao Porto de Rio Grande", disse o policial rodoviário Luciano Dietrich, ao Grupo JM.  
O policial rodoviário destaca que as maiores incidências de transporte irregular acontece quando os caminhões retornam do porto de Rio Grande, com areia e calcário. "Já nos trechos intermunicipais temos também o transporte de toras de madeira. O transporte que vem de grãos, que geralmente desce para o porto, ele geralmente vem no peso correto , em razão que chegando próximo ao porto, existe a fiscalização por balança da ANTT ( Agência Nacional de Transporte Terrestre).
O condutor que for flagrado dirigindo com excesso de peso  sofrerá sanções penais de acordo com o tipo de carga que estiver transportando.
 "Se é um excesso simples de PBT (Peso Bruto Total) ou do PBC (Peso Bruto Combinado) é uma autuação média, agravada a cada 200 quilos. Já se excedeu a capacidade máxima de tração do veículo, aí é uma infração mais grave, que aí varia em infração média ou gravíssima. E também tem os fatores multiplicadores. Uma atuação de 10  mil quilos de excesso, por exemplo, no PBT, o condutor teria uma multa de R$ 3,5 mil. Mas se fosse no CMT, seria uma multa de R$ 5 mil", explica Dietrich.
A PRF  destaca que transporte de cargas em desacordo com a legislação expõe todos os usuários das rodovias a maior risco de acidentes graves. "O primeiro e mais visível que ocorre é o pavimento prejudicado, pois é antigo, e ele não suporta mais o excesso que é transportado nele. A deformação causa ondulações no asfalto, e pior quando abre buraco, onde os veículos caem causando panes, tipo suspensão e pneus. Outro problema é que o excesso de peso causa um desgaste prematuro nos veículos que transportam excesso. E isso causa uma insegurança na questão de freios, pois o veículo que transita com excesso de peso, ele precisa de um tempo maior para frenagem. Então numa situação de emergência, que tem que parar o veículo, ele não irá corresponder  à necessidade", salienta. 
Um dos problemas que ajudariam a reduzir este problema seriam a reinstalação das balanças de pesagens nas rodovias federais, como que existia na BR-285, na Linha 6. A balanças são de competência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit). A PRF possui duas unidades operacionais  com pontos de pesagens no Estado. "O que a gente faz é fiscalização por nota fiscal e havendo uma desconfiança de que existe excesso, que muitas vezes ocorre, nós temos algumas empresas, que nos fornece através de seção o uso, mas isso ocorre em casos excepcionais", finaliza. 


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