Notícia

Geral

Promotoria vai trabalhar com grupos reflexivos

Postada 30/07/2019



A Justiça Restaurativa busca reconstituir a harmonia de pessoas envolvidas em um determinado conflito. Ela usa técnicas de conciliação por meio das quais diferentes indivíduos são colocados frente a frente para refletir e dialogar sobre os próprios problemas. Esse conceito também está sendo usado em casos de violência doméstica, em Ijuí.
Para isso, a Promotoria de Justiça passará a trabalhar, no mês de agosto, com grupos reflexivos. Eles serão compostos por mulheres que sofreram violêcia doméstica. A abordagem vai se dirigir, também, a conflitos de violência de gênero.
Desde 2011, grupos reflexivos de gênero auxiliam e empoderam mulheres vítimas e tentam conscientizar os homens. A iniciativa é desenvolvida pela Justiça do Rio Grande do Sul 
"As mulheres recebem de uma forma bem mais tranquila quando é a primeira vez que elas são chamadas aqui. Quando já não é a primeira vez, elas vêm, 'poxa, vou ouvir tudo isso de novo', e ela tem dificuldade em se colocar, não tem empoderamento para isso, então, têm dificuldade em se impor. Também vem com vergonha porque é a segunda, terceira vez, e reata o relacionamento. Tentamos dizer que não estamos aqui para julgar, isso não nos cabe, o nosso trabalho é até que elas se sintam fortalecidas o suficiente, ou para dar um basta nessa violência, ou para saírem dessa relação", explica a promotora de Justiça, do Ministério Público do Estado, Fernanda Carvalho.
Ela esclarece que os círculos tratam com cuidado e responsabilidade a aplicação da Justiça Restaurativa, com objetivo de evitar a revitimização, e também atendem grupos formados por homens agressores com intuito educativo.
Um grupo de 25 facilitadores de Círculos de Justiça Restaurativa e Construção de Paz participou, entre os dias 8 e 12 de julho, de um curso de capacitação para atuarem em casos de violência doméstica em Ijuí, coordenado pela promotora Fernanda. "São profissionais que já atuam com violência de gênero: psicólogos, assistentes sociais, advogados e professores, além de duas promotoras de Justiça, dois defensores públicos e a juíza da Vara da Violência Doméstica."
O curso é vivencial e envolve a abordagem de conflitos e delitos de violência de gênero e violência doméstica, desde a preparação até o encontro entre as partes, quando necessário. A partir da ideia de cultura de paz, os processos acontecem de forma dialógica, com o objetivo de criar um espaço adequado para que os diálogos sejam respeitosos e possam trazer um bom resultado para as pessoas envolvidas.
Os métodos criados também envolvem políticas públicas em diferentes áreas.


Edição Impressa


Ver Todas as Edições
Trabalhe no Grupo JM Espaço do Leitor - Assine - Anuncie -
Albino Brendler, 122, Centro, Ijuí-RS
(55) 3331-0300
[email protected] Desenvolvido por