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Rural

Cenário de oportunidades se abre para o trigo gaúcho

Postada 29/07/2019



O plantio do trigo, na última semana, avançou um ponto percentual, alcançando 99% da estimativa inicial de 739,4 mil hectares. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar,  as áreas que ainda deverão ser plantadas encontram-se exclusivamente na região de Caxias do Sul, cujo plantio deve se estender até o dia 20 de agosto, segundo o zoneamento agrícola de risco climático.
Para esta safra, a estimativa de plantio de canola é de 32,7 mil hectares, com rendimento médio de 1.258 quilos por hectare. As regiões da Emater/RS-Ascar principais produtoras dessa oleaginosa são Santa Rosa, Ijuí, Santa Maria e Bagé. 
   "As culturas de inverno, de maneira geral, até então aqui no Rio Grande do Sul, e o trigo em especial, também tiveram um problema de implantação durante o mês de junho, porque houve pouca chuva e a emergência ficou um pouco desuniforme, mas as culturas estão bem. O Paraná, nosso concorrente direto, está apresentando uma queda em sua produtividade inicialmente prevista, fruto de geadas bastante violentas que atingiram os paranaenses, que plantam mais cedo do que nós, principalmente naquelas áreas em que o trigo estava mais suscetível à ocorrência de geadas. Então, é um cenário de oportunidades, vamos torcer que os produtores tenham condições financeiras de fazer todas as aplicações previstas, visando ter uma produtividade com qualidade, e, em isso acontecendo, logicamente trazer renda para o inverno, que é tremendamente importante para nós. Mas, até o presente momento é bom, e estamos acompanhando com bastante atenção", avalia o presidente da Comissão do Trigo da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Hamilton Jardim.
Ainda em entrevista ao Grupo JM, ele avaliou o novo marco regulatório para agrotóxicos, aprovado na terça-feira, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
"Quero tranquilizar a todos, de que antes de utilizarmos defensivos agrícolas, que é o termo que gostamos de utilizar, nós somos consumidores. Esta nova classificação dos agrotóxicos, que envolve risco e perigo, envolve um critério internacional. Está havendo uma polêmica muito grande, tentando mudar esse viés, tentando mostrar que somos bandidos, que somos poluidores de meio ambiente, ou seja, um trabalho contra o produtor rural. Temos a plena consciência de que o Brasil é signatário de acordos, exporta para 160 países, e tem condições de produzir no campo e levar para a mesa, seja da população brasileira ou internacional, produtos altamente de qualidade e sem contaminantes. Esse debate está sendo levado para um viés altamente ideológico", afirma.


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