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Notícias falsas têm consequências reais

Postada 15/07/2019



As redes sociais se popularizaram e se tornaram, para muitos, fontes de informação. Quem acessa com frequência redes como o Facebook ou o WhatsApp, perde as contas de quantas vezes recebe links com notícias ou quantas vezes clica numa chamada considerada interessante. O fato é que nem todas as informações disponíveis na internet são confiáveis e verdadeiras. 
“Nós temos notícias falsas, conhecidas como Fake News, que podem ser manipuladas ou alteradas por seus produtores, com o intuito de legitimar um ponto de vista ou prejudicar uma pessoa ou grupo, geralmente famoso ou conhecido”, explica a professora do curso de Jornalismo da Unijuí, Daniéli Antonello.
Com tantas informações em circulação, a palavra-chave é checar. Checar para não cair em falsas notícias e para não correr o risco de ampliar o alcance delas, compartilhando. “A gente sempre deve  desconfiar”, comenta a professora. “Antes de compartilhar, é importante checar a informação que  está recebendo, conferindo se ela foi publicada em sites da  imprensa profissional. Se não foi, há o risco, sim, de ser Fake News”,  reforça Daniéli, lembrando que há páginas que inclusive imitam o layout de veículos de comunicação tradicionais, exatamente para enganar.
“As pessoas estão habituadas a compartilhar, a comentar com parentes e amigos, sobre as informações que leram. Mas é importante verificar, sempre, de onde a notícia está partindo.  O ideal, inclusive, é checar não só em uma, mas duas, três fontes sobre o mesmo assunto”, comenta a professora.
Mas será que as notícias falsas têm algum  impacto? E a resposta é sim. “As Fake News têm consequências reais”, conforme  observa Daniéli. “Se a pessoa acredita que o Estado vai passar por um inverno rigoroso, com temperaturas abaixo de 0ºC, ela pode sair comprando mais roupas, pode decidir ir para um local mais distante, se estiver em férias. E temos a notícia de que uma mãe filipina perdeu, no ano passado, dois filhos para o sarampo, no intervalo de uma semana. Ela acreditou nas notícias de que a vacina fazia mal”, comenta a educadora, lembrando do caso de Arlyn B. Calos. “O ideal é que apenas façamos o compartilhamento se tivermos certeza.”


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