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Educação

Universidades comunitárias debatem financiamento em SP

Postada 02/07/2019



Na última semana, a reitora da Unijuí, Cátia Maria Nehring, participou da 38ª Assembleia Geral Ordinária da Associação Brasileira das Instituições Comunitárias de Ensino Superior (Abruc), realizada na Universidade de Sorocaba, em São Paulo. O evento contou com a presença de mais de 60 reitores, que debateram os indicadores da Educação Superior e o financiamento para os estudantes das universidades comunitárias.
“Voltamos à discussão sobre o financiamento e sobre o reconhecimento das universidades comunitárias. Nós temos a lei das comunitárias, do ano de 2014, mas não temos um reconhecimento enquanto categoria administrativa, o que não nos permite alargar a possibilidade de financiamento para os nossos alunos e nem termos projetos aprovados com financiamento”, explicou a reitora ao Grupo JM.  
Todas as instituições de Educação Superior brasileiras estão organizadas por categorias administrativas – ou formas de natureza jurídica. Elas podem ser públicas ou privadas, e as  comunitárias estão enquadradas como privadas. A luta é para que sejam reconhecidas como universidades comunitárias - públicas não estatais. “Isso pode modificar significativamente a definição de financiamento para os nossos estudantes, sejam da graduação ou da pós-graduação”, reforçou a reitora.
Com o tema “Educação Superior: Expansão, inovação e tecnologia”, o encontro contou com a participação do senador Jorginho Melo, catarinense que conhece a realidade das comunitárias no seu Estado e que é uma das lideranças da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Educação Comunitária. “Neste sentido, o senador acaba sendo um bom interlocutor no sentido de apresentar uma política que, de fato, reconheça as comunitárias como categoria administrativa. Saímos animados da reunião, com a possibilidade de termos uma abertura com o governo federal”, destacou a reitora.
Questionada  sobre a participação do governo federal na Unijuí, a reitora destacou que a Universidade mantém o Programa Universidade para Todos (ProUni), em função da sua filantropia. “20% das nossas vagas são ofertadas pelo ProUni, conforme definição do governo federal,  onde é considerada uma vaga para cada nove estudantes.” Quanto ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), a instituição está fechando um ciclo. “As mudanças na política do Fies, em 2017, inviabilizaram a participação da instituição. Mas estamos com financiamento próprio, da Unijuí, para auxiliar nossos estudantes. O fato é que isso é um problema sério. O Fies alavancou a possibilidade de inclusão de novos acadêmicos. E embora tenhamos essa nova alternativa, não temos condições de viabilizar o financiamento para todos os nossos alunos”, frisou a reitora.


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