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Saúde

Cerest tem se mantido com recursos municipais

Postada 06/06/2019



A difícil situação pela qual passa o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) tem preocupado o coordenador, Rubens Korb, e a atual presidente do Conselho Municipal de Saúde, Luciane Antes, que também integra a equipe da unidade. Para manter suas atividades e os 14 profissionais que atuam no local, o Cerest deveria estar recebendo recursos dos governos federal, estadual e municipal. No entanto, o Executivo gaúcho já tem uma dívida que chega a R$ 1,2 milhão. E para manter as portas abertas, a equipe tem contado com aporte do governo de Ijuí.
“Nosso Cerest foi o primeiro criado no Rio Grande do Sul  e tem como  característica a prevenção, promoção e atendimento ao trabalhador. Atuamos numa macrorregião com 57 municípios, ligados à três Coordenadorias Regionais de Saúde: a 17ª, 9ª e a 12ª. Isso representa uma população de 600 mil pessoas”, destacou o coordenador.
Para além da expressiva população, a importância da manutenção dos Cerets se justifica, segundo Korb, dada à estatística: o Brasil é o 4º país com a maior taxa de acidentes de trabalho do mundo. “Esse não é um número qualquer. E preocupa saber que não há movimentos que se preocupam com a preservação de órgãos que se dedicam aos trabalhadores, a exemplo do Cerest. Hoje, nós mantemos as portas abertas graças à administração municipal. Precisamos dos repasses em dia, e precisamos adequar a nossa situação. Porque hoje a nossa folha de pagamento custa o dobro do que é, ou deveria estar sendo repassado”, ressaltou Korb.
O coordenador lembra que há um compromisso, por parte da Secretaria Estadual de Saúde, para que os atrasos sejam pagos em até 36 parcelas, aos municípios e hospitais que prestaram serviços. E há a promessa de pagamento das faturas de  2019, de forma regular. “Há mais de dois anos, há uma discussão para que os municípios da região contribuam com o Cerest. Mas isso precisa passar pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB),  e  por todos os conselhos municipais. E como os municípios estão estrangulados, dando conta de vários serviços que não recebem aporte dos governos federal e estadual, é difícil conquistarmos essa ajuda. Ainda mais diante de uma PEC que congela os gastos na saúde”, reforçou o coordenador.
Luciane Sarturi Antes lembra que uma moção de apoio foi aprovada na Conferência Estadual de Saúde, pela manutenção e fortalecimento dos Cerests. No entanto, a medida não foi aprovada como prioridade para seguir à Conferência Nacional, que acontecerá de 4 a 7 de agosto. Representantes de Ijuí levarão, no entanto, a demanda a Brasília.
“O Conselho Gestor do Cerest mostrou a necessidade de fortalecimento do Centro de Referência ao Conselho Municipal de Saúde, que articulou, junto ao poder Legislativo, a aprovação de uma moção de apoio, que será, agora, encaminhada à Assembleia Legislativa e ao governo estadual. Embora acredite que a saúde do trabalhador não seja prioridade dos governos, torcemos para que a moção sensibilize nossos representantes”, reforça.


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