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Cooperativas gaúchas aguardam definições do governo para o crédito rural

Postada 16/04/2019



Dirigentes de agropecuárias gaúchas estiveram em Brasília reivindicando uma definição para o crédito rural. O presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS (Fecoagro), Paulo Pires, esteve no encontro, e destaca que há uma ansiedade por parte das cooperativas do Estado quanto ao tema. Também integraram essa comitiva outros oito presidentes de cooperativas do RS, que participaram de audiência com o ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.
"Foi colocado para ele da necessidade urgente. Afinal, 30% do crédito rural dos pequenos produtores são as cooperativas que repassam", disse Pires.
Outra audiência foi realizada com o presidente da Frente Parlamentar de Agropecuária (FPA), Alceu Moreira. De lá, a comitiva seguiu ao Ministério da Agricultura, onde foi recebida pela titular da pasta, Tereza Cristina. "Uma pessoa muito sensata, consciente dos problemas, principalmente do déficit fiscal, que acarreta em dificuldade de recursos para aplicação na safra, mas que, até certo ponto, nos tranquilizou dizendo que o volume será, no mínimo, igual ao do ano passado."
Em relação ao aceno de ajustes nas taxas e no volume de crédito, Pires defende que é preciso uma definição, definindo esta visita como política. Na próxima semana, a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) deverá expor o cenário atual de forma mais técnica à ministra, apontando onde estão os gargalos, em que o governo federal ainda não conseguiu colocar os recursos à disposição dos produtores associados às cooperativas. 
"Queremos, no mínimo, o que foi disponibilizado ano passado,  seriam R$ 190 bilhões para toda a Agricultura. Temos, em uso no crédito rural brasileiro 15% desse montante. No RS, um pouco menos, as cooperativas do Paraná demandam um pouco mais do que nós, mas, mesmo assim, são volumes muito importantes. Então, arredondando para R$ 200 bilhões, teríamos uma necessidade de R$ 30 bilhões para o sistema cooperativo brasileiro", pontua Pires.
Para ele, há uma tendência de governo em relação à taxa de juro variável, enquanto que as cooperativas buscam o estabelecimento de taxa fixa. "Porque uma das coisas que contribuíram para o agronegócio estar neste estágio maravilhoso, gerando emprego, garantindo praticamente a balança comercial, é o crédito. Então, o importante é que, se houver alguma mudança, que ela tenha uma transição gradual, e dentro disso, é imprenscindível que o juro seja fixo", argumenta.


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