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Saúde

Sindicato Médico apresenta diretoria em Ijuí

Postada 15/04/2019



A nova diretoria do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) esteve ontem na cidade, participando de um encontro com médicos associados, no Hospital de Caridade de Ijuí (HCI). Durante o encontro, foi realizada a apresentação da nova gestão e também da chamada Diretoria de Interior, recentemente implantada. 
Em contato com o Grupo JM, o vice-presidente do Simers, Edson Prado, elogiou o corpo clínico que atua na região e, também, as boas condições de trabalho oferecidas aos médicos de Ijuí. De acordo com ele, a nova direção do Sindicato Médico foi eleita para a diferença. Para modificar uma estrutura que estava mantida há 20 anos. “A nossa proposta é de transparência e, sobretudo, de compartilhamento da gestão e parceria com outras entidades. É o que estamos, inclusive, promovendo nesta visita a Ijuí. Iremos mostrar que queremos ter uma interlocução com Brasília, que é de onde partem os recursos para a área da saúde, por entendemos que, auxiliando na busca de verbas, qualificaremos e ampliaremos o atendimento à população”, explicou.
Entre os principais temas a serem trabalhados pelo Simers, está a natalidade médica, segundo Prado. Há uma “proliferação de escolas médicas”, que “não correspondem à verdadeira necessidade da população". “Precisamos de um atendimento de qualidade e não apenas de um grande número de profissionais. Precisamos debater o subfinanciamento do SUS e a contratação de médicos, já que muitos são empregados de qualquer jeito, sem que haja uma segurança jurídica. E precisamos de boas condições de trabalho. Ijuí é uma ilha quando falamos de bom atendimento, mas essa situação não se repete em outras localidades”, explica.
Diretor de Interior, Fernando Berti explicou que “pela primeira vez na história” do sindicato, o setor foi criado. “Desde a época de campanha, identificamos que era uma fragilidade a ausência de um sindicato no interior, para atender à demanda dos profissionais. E nosso objetivo, mais do que descentralizar a atuação política, é compartilhar parcerias, benefícios que impactem a vida do médico.”
De acordo com Berti, a maioria das demandas coletivas, como atraso salarial e más condições de trabalho, se encontram na metade sul do Estado. Na metade norte, a situação é um pouco melhor, com mais demandas individuais. “Mas há problemas comuns, como o debate que precisa ser feito sobre o financiamento da saúde, sobre a dificuldade de o governo e de o IPE cumprirem com os pagamentos. Acreditamos que a situação do Sistema Único de Saúde não se deve apenas à falta de dinheiro e de gestão, mas ao seu formato, que se tornou insustentável. Hospitais como o HCI, que atendem mais de 70% dos pacientes pelo SUS, têm dificuldades de fechar as contas. Precisamos de um novo modelo de financiamento.”
Delegado regional, o médico Armindo Pydd contestou a afirmação do colega, de que Ijuí é uma ilha em excelência. E destacou que a cidade ainda tem problemas a serem combatidos, como o deslocamento de pacientes para atendimento na média e alta complexidade, a demora para se conseguir uma consulta ou uma cirurgia. “Precisamos reformular o SUS. Um sistema totalmente gratuito, para todos, não se sustenta. Precisamos falar de coparticipação”, afirmou.
O pagamento de taxas por pacientes inibiria, na sua avaliação, a posição de pessoas que realizam um exame pelo SUS e não aparecem para retirá-lo. Ou aquelas que buscam uma consulta, na segunda-feira, em busca de um atestado. Outro ponto que precisa ser debatido, como reforça, é a judicialização na saúde.


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