Notícia

Saúde

Financiamento do SUS pauta Conferência Municipal

Postada 12/04/2019



Ontem pela manhã, no Salão de Atos da Unijuí, foi aberta a 9ª Conferência Municipal de Saúde, que terá sequência nesta sexta-feira. O evento é tradicionalmente realizado a cada quatro anos, sempre no primeiro ano dos governos federal e estadual. 
Conforme destacou o presidente do Conselho Municipal de Saúde (Comus), Moacir Deves, a preparação para o evento teve início no mês passado, quando começaram a ser realizadas as pré-conferências municipais de saúde, nos bairros, meio rural e com profissionais da área. "Nestes encontros, discutimos demandas que são ampliadas durante a Conferência Municipal de Saúde. As propostas vão nortear  o trabalho da Secretaria Municipal pelos próximos quatro anos, e também serão encaminhadas às Conferências Estadual e Federal de Saúde", explicou o Deves.
O presidente do Comus lembra que a instalação de um Pronto Atendimento municipal partiu de debates da Conferência Municipal de Saúde, tendo sua concretização em 2010.
Ontem pela manhã, o evento contou com a cerimônia de abertura e, também, com a palestra da farmacêutica, especialista em Saúde Pública, com atuação na Escola de Saúde Pública da Secretaria Estadual de Saúde, Irene Porto Menezes. Ela trabalhou o tema "Democracia e saúde".
Em contato com o Grupo JM, a palestrante destacou que a Conferência é um momento importante, em que a comunidade discute os problemas de saúde e as alternativas de melhoria para o sistema.  "É um momento de luta, de reafirmação do Sistema Único como sistema universal. É um momento de luta, também, contra o 'desfinanciamento' da saúde, causado pela Emenda Constitucional 95, aprovada em 2016 e que recebeu o nome de 'emenda da morte'", destacou. 
Prevendo o congelamento de recursos em áreas como saúde e educação, a emenda é uma das principais fontes de preocupação entre as autoridades. "Temos uma população que envelhece, que aumenta e que têm cuidados crescentes. E diante deste quadro, temos o engessamento dos recursos", explicou a palestrante, lembrando que há é imprescindível reafirmar a necessidade de um sistema universal para todos, com financiamento suficiente e sustentável.
Irene vê as propostas de redução do financiamento do SUS e de diminuição do acesso às políticas públicas como uma perda de direitos, conquistados com a Constituição de 1988. "Temos diversos gargalos na saúde, como a problemática do financiamento, o atendimento à média e alta complexidade, a contratualização dos serviços que o SUS não consegue fornecer e a necessidade de recursos humanos dedicados, dispostos a acolher os pacientes", aponta, contrapondo que também é necessário comemorar as conquistas do SUS, como a erradicação de diversas doenças, através do programa nacional de imunização.
Ontem à tarde, discussões em grupos foram realizadas. Hoje, a partir das 8h, serão apresentadas e votadas as principais propostas. Também serão escolhidos os delegados que representarão o Município na Conferência Estadual, que será realizada em maio.


Edição Impressa


Ver Todas as Edições
Trabalhe no Grupo JM Espaço do Leitor - Assine - Anuncie -
Albino Brendler, 122, Centro, Ijuí-RS
(55) 3331-0300
[email protected] Desenvolvido por