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Boas campanhas na trajetória

Postada 11/04/2019



A passagem do técnico Paulo Henrique Marques pelo Esporte Clube Clube São Luiz foi vitoriosa. Em 2017, ao lado da comissão técnica, jogadores e dirigentes, levou o Rubro ao título da Divisão de Acesso e a volta na Série A do Estadual do ano seguinte. No Gauchão de 2018 comandou a equipe em uma boa campanha, culminando com vaga nas oitavas de final. Nesta temporada o São Luiz fez mais, foi às semifinais, terminou em quarto lugar, se garantiu na Série A em 2020, conquistou vaga na Série D do Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil. Agora o treinador quer descansar. Ontem falou com o Jornal da Manhã.
 JM- Que balanço você faz da campanha do São Luiz, quais foram as principais dificuldades,  como foi a trajetória rubra na competição?
Paulo Henrique- O saldo final foi muito bom.A tabela de jogos era muito difícil, além de ter um jogo a menos do que o ano passado. Em 2018 foram seis partidas em casa e esse ano, cinco. Nas primeiras quatro rodadas enfrentamos a dupla Gre-Nal, o Caxias no 19 de Outubro e o Pelotas fora. Foi um início de Gauchão dificílimo. Muita gente apontou o São Luiz certo como um dos candidatos ao rebaixamento. O que se viu foi bem o contrário. 
JM- O começo foi difícil. Você sempre dizia que o time iria engrenar depois da quinta rodada e isso aconteceu após a goleada sofrida para o Grêmio na Arena. A vitória diante do Novo Hamburgo deu a confiança necessária?
Paulo Henrique- A gente precisa sempre de alguns jogos.Lógico que os amistosos servem, são importantes, mas principalmente para avaliações do elenco e não entrosamento de time. Como você faz uma equipe e depois a desmancha toda como aconteceu agora, são necessários seis ou sete jogos de avaliação, misturar os atletas, ver quem se encaixa melhor com cada um para depois começar a entrosar o time. Na verdade os três últimos amistosos recém serviram para isso. No último, a gente também por estar muito próximo do Campeonato, colocou o time considerado reserva para jogar. No quarto e quinto amistosos aí sim coloquei o time que achava ideal para começar o Campeonato. Foram seis amistosos, e apenas dois com o time considerado titular. Então você começa o Estadual desta maneira.  Apesar de a gente ter feito um jogo bem tranquilo com o Inter, uma boa partida diante do Caxias, um bom duelo frente ao Pelotas, fomos um pouco abaixo contra o Grêmio na primeira fase, mas isso é normal pelo poderio do adversário.
JM- A partida contra o Novo Hamburgo em Ijuí então foi o momento fundamental para o crescimento do time?
Paulo Henrique- Na quinta rodada diante do Novo Hamburgo fizemos um jogo muito bom, consistente. O Nóia também atacou, criou dificuldades, mas fizemos 2 a 0 e saímos com o gosto de que poderia ter sido mais pelas situações que perdemos. Ali foi uma arrancada muito boa.
JM- Qual a importância do entrosamento da comissão técnica neste trabalho?
Paulo Henrique- Fundamental, não foi por acaso que depois do jogo com o São José-POA coloquei-os na coletiva e possibilitei que fossem vistos. O treinador não faz nada sozinho. É uma equipe, se tiver alguém do grupo que não está rendendo, faz falta, vai prejudicar o trabalho, assim como o time, que não é um ou dois jogadores. São todos e a comissão também. Alguns trabalharam pelo terceiro ano, o Fernando Antes, o Anderson de Lazari, o Leandro Machado. Se incorporou neste ano o Marcello Cupini Filho no lugar do Fábio Caponi. Conheci o Cléber Sgarbi na equipe do Novo Hamburgo e fiz questão de trazê-lo. Agregou bastante. Se não fossem eles, não teríamos conseguido, isto é fato.
JM- O São Luiz sempre teve padrão de jogo. Como foi o trabalho no vestiário com os jogadores para a colocação das  tuas ideias?
Paulo Henrique- Foi muito bom. Desde os primeiros treinos lá na Fonte Ijuí onde ficamos uma semana, conseguimos passar todos os princípios que a gente acha interessante para uma equipe. Depois são colocados os movimentos que uma equipe precisa ter. Sempre priorizamos a posse de bola, um jogo bonito, sem dar balão. A gente trabalha as transições, mas sempre quer chegar com posse de bola e triangulações. Os jogadores receberam bem o modelo de jogo. Buscamos atletas em cima disso, que pudessem fazer o que pedimos. Pela terceira vez fomos felizes. O Delmar Blatt ajudou muito. Ele entendeu o que a gente queria e foi em busca desses jogadores.
JM-O teu ciclo no clube terminou?
Paulo Henrique- Neste momento sim, até porque o São Luiz encerrou sua participação de 2019 agora. No momento em que fiz o acerto, ninguém perguntou se eu queria continuar ou não, assim como os demais integrantes da comissão técnica. O futuro a Deus pertence. Vamos esperar o que vai acontecer. Estou muito satisfeito como fui tratado aqui, com respeito. Tive liberdade para trabalhar. Sempre fiz as coisas que achava que era certo, comandei tudo, o gerente Delmar Blatt sempre foi o escudo, o cara que estava sempre quebrando nossos galhos, a gente definia alguma situação e ele ia atrás resolver. Nas contratações foi tudo ele quem fez, conversou com os atletas.  Procuro ficar fora disso, não gosto de me envolver nesta parte que envolve dinheiro, deu muito certo. A minha vontade agora é descansar, passear e trabalhar no segundo semestre. O clube vai disputar o Campeonato Nacional e precisa pensar maior.Pegamos o São Luiz na Divisão de Acesso em 2017 em dificuldades e com ajuda da comissão técnica, dirigentes e jogadores colocamos o Rubro na Série A do Campeonato Gaúcho de 2018. O clube tem o Gauchão em 2020, a Série D do Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil. Deixei as portas abertas no São Luiz.Estou feliz e realizado.
JM-Você sai valorizado. Teve sondagens de outros clubes?
Paulo Henrique- Durante a competição sim, mas não tinha como sair, nem me interessava. O trabalho que estávamos fazendo daria mais visibilidade e deu mesmo. Não trabalho sozinho.Vamos aguardar.


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