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Reforma não é boa e por isso está patinando, diz Pompeo

Postada 27/03/2019



Na avaliação do deputado federal do PDT, Pompeo de Mattos, a reforma da Previdência, apresentada pelo presidente, Jair Bolsonaro, nada mais é do que um “requentão”, muito parecida, “para não dizer uma cópia”, da proposta apresentada pelo ex-presidente, Michel Temer. 
“Cuja discussão já aconteceu. Os próprios deputados aliados a Temer não tiveram força suficiente para colocar a matéria em votação. O debate foi realizado pela sociedade, e foi levado para a eleição, como uma das bandeiras do candidato a presidente e ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que recebeu 1% dos votos. Percentual que reflete o tamanho da aprovação do projeto da reforma da Previdência”, destacou o parlamentar, em entrevista ao Grupo JM.
Pompeo destaca que Jair Bolsonaro se mostrava contrário à reforma durante a campanha, mas que bastou assumir o cargo para retomar a proposta. “Ele se elegeu, copiou e colou o projeto, com uma porção de maldade a mais. Essa reforma não é boa para ninguém e por isso está patinando até agora. Concordo que é necessária a fixação de uma idade mínima, mas 65 anos é exagero. É inaceitável. Na verdade o governo exagera em toda a proposta.”
A proposta penaliza agricultores, os mais pobres e também os professores – contribuindo, segundo o parlamentar, para que os jovens deixem definitivamente de querer exercer a profissão de educador, já nada atrativa “O que era ruim, ficou pior. Para além disso, a base do governo está brigando. É um governo que não governa nem o próprio governo. O que até é bom, porque, enquanto isso, o povo não paga uma dívida que não é sua”, opinou.
Segundo Pompeo, uma das suas linhas de trabalho será mantida, que é a segurança. E destacou que aprova algumas medidas apresentadas pelo ministro Sérgio Moro. Mas acredita que um ponto, crucial, não foi atacado: o sistema prisional. “Não é a legislação que precisamos alterar, mas o sistema prisional. Quanto mais pessoas tivermos na prisão, mais soldados para o esquema do crime teremos.”
O parlamentar destacou, ainda, que manteve contato com a secretária estadual de Saúde, Arita Bergamann, sobre a situação que acomete os municípios. E a notícia é que o governo do Estado fará uma repactuação de dívidas com os municípios. O parcelamento se dará em 20 vezes, com o primeiro pagamento previsto para abril. “A medida dará um fôlego, uma esperança aos gestores”, disse o parlamentar, que quer chegar à destinação de R$ 1 milhão para Ijuí neste ano. 


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